A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 23/11/2020

É fato que o mundo contemporâneo é marcado por vários problemas, dentre eles, econômicos, políticos e sociais, e possuem alta instabilidade, sendo ativos de forma mais intensa em cada um dos países. Ademais, é marcado por uma alta obsessão pela aparência, isso é, uma sociedade composta por vários padrões estéticos opressores e impostos, principalmente, pela mídia. Outrossim, pela intensificação do uso das redes sociais e, portanto, a formação de uma visão utópica da vida, ou seja, não verossímil. Desse modo, nota-se uma exclusão, um sentimento de decepção, opressão, diminuição da autoestima e frustração vindo daqueles que não fazem parte do “perfeito e normal”.

Cabe mencionar, em primeiro plano, a importância da aparência na sociedade moderna, uma vez que homens e mulheres comuns são cercados de anúncios e filtros que utilizam modelos esteticamente ideais para retratar a felicidade e o “bonito”. Ainda mais, as mídias sociais influenciam a busca incessante pelo corpo deslumbrante, visto que nelas são mostradas fotos e vídeos “perfeitos” em que muitas vezes, não são inteiramente reais e sim utilizam da ajuda de aplicativos edições e filtros. Ainda, por se tratar de uma sociedade imagética e facilmente influenciável, isso é, como as imagens são mais valorizadas em relação aos fatos escritos e falados, os filtros como do Instagram e Snapchat, ganharam a visão como “a melhor forma de ficar bonito”. Segundo a própria plataforma do Instagram, os filtros que simulam cirurgias plásticas ou outros procedimentos estéticos levam a superestimação constante da imagem de indivíduos, o que impacta diretamente na “síndrome da decepção e falta de autoestima”. Fato alarmante, por se tratar de uma busca utópica e ter total ligação com o bem-estar das pessoas.

É importante ressaltar, em segundo plano, a busca interminável por uma aceitação social, onde os indivíduos se baseiam nos atuais padrões, sejam eles em propagandas, filtro das mídias e publicidades, para a construção de um “eu ideal”, isso é, querem “construir” uma nova aparência na qual não estão satisfeitos com a atual. Desse modo, essa busca pela aceitação social gera problemas como bulimia, compulsão alimentar que é seguida de purgação; dismorfofobia, constante preocupação exagerada e fora do normal com aparência; entre outras milhares de doenças relacionadas a aparência.

É inegável que a sociedade é marcada por uma intensa manipulações de imagens. Desse modo, cabem as redes sociais analisarem os filtros presentes e banirem aqueles que fazem apologia aos procedimentos estéticos e incentivo a busca de uma “melhor aparência”. Ademais, cabe ainda as redes, diminuírem o alcance de publicidades que estimulem procedimentos estéticos e produtos de emagrecimentos, a fim de diminuírem a busca por um corpo ideal, inexistente. Dessa forma, a manipulação de imagens nas redes sociais geraria menos malefícios à saúde mental dos usuários.