A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 21/11/2020
O alemão Max Weber, um dos principais teóricos da sociologia, no viés político dessa área, contribuiu com a Teoria da Dominação, que trata dos modos de poder existentes nas sociedades. No que se refere à dominação legal, ocorrente por meio das leis e suas aplicações, é evidente um distanciamento de sua efetividade, como na persistência de ferramentas virtuais capazes de modificar imagens e causar malefícios a saúde mental dos usuários. Essa problemática está sustentada por uma apatia governamental com a situação, além de uma deturpada perspectiva social a respeito do assunto. Primeiramente, com espantosa frequência, as atitudes dos governos Executivo, Legislativo e Judiciário têm sido questionadas. Inúmeros projetos que poderiam rever as intempéries contemporâneas nesse escopo temático, ainda titubeiam ora no papel, ora na execução e, com isso, a realidade dos internautas brasileiros não muda. Pode-se comparar tal aspecto como uma “Bioquímica Social”, pois as pequenas partículas componentes de um corpo, quando não atuam adequadamente, podem adoecê-lo. O fato é tratar-se de órgãos vitais inteiros, os poderes da República, os braços, o cérebro e o coração do país, que, juntos, são responsáveis pela saúde nacional e, portanto, devem resolver as questões relacionadas aos malefícios causados pelos chamados filtros faciais, sobretudo no que se refere à psique, em que o uso prolongado serve para reforçar padrões de beleza inatingíveis,“algoritmizados”.
Entretanto, esse imbróglio não se resume apenas à inconsequência dos poderes, mas também a uma ofuscada percepção da sociedade civil em relação àquilo de benevolente o qual deveria vivenciar. Tal vertente está relacionada a um capital cultural edificado sobre baixa ou dubitável escolarização, que estagna o processo evolutivo dos cidadãos. Dessarte, a formação humana é determinante para a “sucessão ecológica” das pessoas, ou seja, o progresso tem de ocorrer de modo a conseguir o máximo desenvolvimento possível. Nesse sentido, compromete essencialmente a ação dos indivíduos na busca por projetos capazes de oportunizar que todos tenham conhecimento a respeito dos males associados ao uso exagerado desses acessórios lúdicos que deveriam, apenas, proporcionar entretenimento.
Portanto, para se resolver o impasse, é preciso a união das forças dos governos e do povo. Para tanto, é fundamental um repaginar nos projetos governamentais, de modo que ações maiores, mais condensadas e eficientes sejam empregadas a partir do redirecionamento de verbas e da construção de veículos digitais que possam promover e estimular a conscientização e pensamento crítico dos brasileiros no que tange ao uso do meio virtual. Além disso, as escolas e as entidades midiáticas podem sediar eventos, debates e exposições que, por meio dessas abordagens, fomentem uma maior nitidez à sociedade quanto à importância de garantir a saúde mental no ambiente cibernético.