A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 27/11/2020

A canção “Pretty Hurts”, da cantora Beyonce expõe acerca da busca constante da perfeição física em detrimento das qualidades pessoais. É certo que essa perspectiva ocasiona diversas idealizações nas redes sociais e uso de filtros de distorção de aparência, como consequência a saúde mental é banalizada. Dessarte, a fim de mitigar os prejuízos advindos da naturalização de fotografias irreais e aprimoradas dos usuários de aplicativos, os quais reverberam problemas psicológicos a sociedade, tornam-se indispensáveis ações estatais e sociais. Outrossim, é relevante analisar a manipulação de imagem nas redes sociais e os transtornos psíquicos dos jovens por consequência da autoimagem.

Mormente, internautas alteram características pelo uso de filtros e editores, pois buscam padrões específicos e inatingíveis de influenciadores digitais, os quais recebem dinheiro para divulgar produtos e estereótipos a serem seguidos. Consoante a essa perspectiva, a youtuber de educação, Débora Aladim, exprime acerca da consciência necessária de blogueiros ao tratarem de assuntos relacionados as cirurgias plásticas invasivas, segundo a youtuber as empresas estão lucrando com inseguranças de outrem. É notório que a pressão estética é nociva em diversos âmbitos pessoais, já que a exaltação do corpo ideal submete diversos indivíduos a procedimentos estéticos impróprios. Desse modo, filtros de embelezamento aumentam a lucratividade de empreendedores do ramo, visto que o consumidor ao analisar um formato distinto sente a necessidade de alterar características que não eram incomodas.

Ademais, jovens carecem de saúde mental pela frequente comparação a um molde, além de doenças mentais, há também reflexo em enfermidades físicas graves, tais como a anorexia e bulimia. Segundo a música “Desconstrução”, de Tiago Iorc as singularidades estão em ruínas e ninguém nota a depressão e ansiedade dos envolvidos nesse sistema. É evidente que os padrões estéticos são degradantes e com isso tentam homogeneizar uma amplitude de características únicas e pessoais, fato é que estipular formas corpóreas absolutas gera preconceito com as individualidades de diversos povos. Dessa forma, romper com estigmas de beleza são essenciais para o amor próprio da população.

Em suma, é fulcral minimizar a alteração de imagens e priorizar o bem estar psicossocial. Portanto, compete ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária(CONAR) e as mídias sociais aumentar a fiscalização na internet, por intermédio de análises constantes nos perfis de celebridades e controle de delineação de retratos, as quais visem a presença do informativo de publicidade em todas postagens, com intuito que os fãs saibam acerca da postagem do ídolo ser monetizada e reduzir a depreciação da própria aparência. Assim, os danos pelo culto à beleza expostos na melodia “Pretty Hurts” serão menores.