A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 07/12/2020

Com os avanços tecnológico, os aplicativos de redes sociais estão se tornando cada vez mais populares, e com eles, as ferramentas de edição de imagem. É cada vez mais raro encontrar fotos sem algum filtro nas redes, e o que à primeira vista poderia parecer algo lúdico e saudável, pode acabar por trazer diversos malefícios a saúde mental dos usuários.       De início, é importante destacar que os filtros, que prometiam proporcionar uma brincadeira com a imagem, por meio de artifícios que imitavam, por exemplo, focinho de cachorro, logo mudaram o foco para a estética, manipulando as imagens de modo a adequá-las à um padrão de beleza determinado e conferindo às fotos características artificiais de um ideal de beleza fictício e inalcançável na vida real.

Diante desse fenômeno, o sentimento de baixa autoestima vem se tornando cada vez mais recorrentes entre os jovens, os principais usuários das redes sociais, uma vez que se veem fora de um padrão que parece rodeá-los. E o problema acaba se agravando ainda mais uma vez que todo esse cenário contribui fortemente para o surgimento de quadros de problemas psicológicos mais severos, como a depressão. Isso torna-se claro ao se considerar que desde o surgimento da psicanálise, no início do século XX, é cada vez mais aceita a ideia de que as doenças de ordem psíquica, não são causadas unicamente por desequilíbrios biológicos, mas muitas vezes têm suas origens na história de vida e suas representações para o indivíduo.

Dessa forma, é importante atentar para as causas no âmbito prático desse sofrimento. Nesse sentido, um possível caminho na busca por amenizar esse problema é implementação de campanhas nos espaços escolares através de palestras que discutam os problemas envolvidos na busca por padrão de beleza, a fim de desmistificá-los, e informem e orientem os jovens sobre os cuidados com a saúde mental. Visando, deste modo, uma maior promoção de saúde entre os jovens.