A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 23/11/2020

O documentário “O Dilema das Redes” tem como plano de fundo a jovem Isla, uma menina com problemas de autoestima que esconde suas “imperfeições” através de filtros prometedores de embelezamento. Nesse sentido, é preocupante a influência do uso das redes sociais e como isso pode danificar à saúde mental dos usuários. Uma vez que, o uso excessivo das redes sociais atrelado com a alta exposição do cotidiano são as causas principais do problema.

Primeiramente, vale ressaltar a curadoria da blogueira Amanda Britto. Recentemente ela instaurou a discussão do “unfollow do bem”. A iniciativa é baseada em césar o acompanhamento de perfis nas redes sociais que de algum jeito machuque à saúde mental. Sendo assim, a ação pouco repercutida, é algo que todo usuário de rede social deveria fazer. Entretanto, as redes sociais são baseadas no algoritmo de repetição, assim caso o usuário siga apenas perfis embasados em mostrar a “perfeição” oriunda do eurocentrismo, a própria rede social ficará encarregada de exibir assuntos engajados do mesmo tema, perpetuando um ideal inconsistente de muitas realidades.

Outrossim, em razão do vício causado pelas as redes sociais, os internautas se expõem e tendem a sofrer da necessidade da autoafirmação. Em um dos episódios da série “Black Mirror”, retrata uma sociedade obcecada pelas redes sociais, na qual os cidadãos expõem cada acontecimento do seu dia em troca de curtidas/estrelas. Embora a obra seja ficcional, a sociedade atual submete-se a necessidade de exposição constantemente, em virtude da facilidade de acesso à internet. Ademais, toda essa exposição faz com que o usuário viva para encher sua linha do tempo com fotos e vídeos do seu cotidiano, logo o individuo ficará preso a uma realidade alternativa na qual é constantemente necessário a autoafirmação através de curtidas e comentários dos seus seguidores.

Dessa forma, medidas são necessárias para resolver o impasse. Assim, cabe as mídias sociais, em especial, o Instagram e o Facebook -os dois maiores tentáculos das trocas de informações atuais- criarem parcerias com influenciadores digitais a fim de executarem campanhas sobre como deve ser usado de forma benéfica esses meios de informações, através de posts destacando as diferenças entre a realidade virtual da vivida. Somente assim, evitaremos casos de envenenamento da saúde mental como da jovem Isla.