A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 24/11/2020

Na série “Black Mirror” no episódio “Nosedive” é retratada a história de Lacie, uma jovem que busca criar uma personalidade alternativa, com isso, depara-se com vidas ideais não condizentes com a realidade. Não distante da ficçção, a manipulação de imagem nas redes sociais gera inúmeros malefícios à saúde mental, o que a configura como um perigoso entrave brasileiro. Sob esse viés, convém analisarmos os efeitos e possível medida para essa problemática.

Em primeira instância, vale ressaltar que os jovens são duramente influenciáveis. Como defendido pelo filósofo Émile Durkheim o “fato social” fundamenta-se através da coercitividade, generalidade e exterioridade. Isso acontece com o melhoramento de fotografias na internet, visto que, infelizmente, nesse meio busca-se encaixar em um determinado padrão estético. Lamentavelmente, tal situação resultado em uma dependência emocional de aceitação.

Além disso, essa atitude pode virar uma patologia. Conforme dados da Royal Society for Public Health - Instituto de Saúde Pública do Reino Unido - nos últimos 25 anos houve um aumento de 70% nos casos de depressão e ansiedade entre os internautas de 14 a 24 anos. Tal exposto demonstra o quanto as redes sociais influencia nocivamente a cognição humana. É, portanto, inadmissível que em um país que oficialmente zele pela saúde mental sejam notados casos como esses.

Destarte, para que a situação vista na cenário cinegrafista são necessárias algumas medidas. Cabe ao Ministério da Saúde, responsável por zelar da longevidade da população, em parceria com a Mídia mostrar através de campanha públicitária que não são necessárias mudanças nas imagens para sermos aceitos e que todos os humanos possuem defeitos. Espera-se com isso que haja a conscientização por parte dos internautas e consequenteme a diminuição da autocobrança.