A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 24/11/2020
Iniciada nos meados do século XX, a Revolução Técnico-Científica Informacional revolucionou os métodos de comunicação que a sociedade conhecia e mudou o estilo de vida das pessoas da época. Impulsionada pela internet, a globalização criou uma rede invisível que conecta o mundo inteiro de forma fácil e prática e, como consequência, as redes sociais surgiram possibilitando a interação entre indivíduos que estivessem seja a uma quadra de distância ou do outro lado do globo. A realidade das redes sociais, porém, não é totalmente benéfica devido a possibilidade da manipulação da própria imagem, o que pode acarretar em malefícios à saude mental. Vale discutir um dos motivos para que essa manipulação tenha tantos adeptos, a padronização estética que a sociedade impõe, bem como a ausência de educação sobre a importância e existência da diversidade.
Em primeiro lugar, é necessário salientar a obra “Ensaio Acerca do Entedimento Humano” do filósofo contratualista John Locke, que afirma o conceito de “tábula rasa” como sendo uma analogia entre uma pessoa e um papel em branco. Ou seja, ao decorrer da vida, o indivíduo aprende e é moldado de acordo com as suas experiências, da mesma forma que a tinta preenche uma folha. Diante dessa ótica, é racional pensar que é absurdamente fácil ser manipulado vivendo em uma mídia televisa e/ou de comunicações que cria padrões de beleza como cor de cabelo, peso de corpo, formato de rosto e etc, mantendo mentes presas em um ideal de estética que, na maioria das vezes, não é possível de ser alcançado.
Ademais, de acordo com Sir Arthur Lewis, economista britânico, a educação nunca é uma despesa, mas um investimento com retorno garantido. Juntamente com os pensamentos de Locke, é válido analisar como a falta de ensino sobre alteridade e respeito às próprias diferenças pode ser essencial quanto à problemática de alteração da própria imagem pela web e seus relacionados. Na ausência de políticas que diminuam o dano que as redes sociais fazem à saude mental, a população permanece alienada e exposta. Afinal, segundo Immanuel Kant, filósofo alemão, o ser humano é aquilo que a educação faz dele.
Portando, são necessárias medidas de intervenção para a problemática retratada. Urge que a mídia, grande difusora de informação e principal veículo formador de opinião, invista em materiais para divulgação tais como comerciais, afim de conscientizar sobre a falsa bolha de perfeição na internet. Além disso, é necessário que o Ministério da Educação implemente aulas nas escolas do ensino fundamental ao médio que contemplem o amor próprio e o respeito às diferenças, realizadas por professores de Sociologia. Dessa forma, é possível combater os malefícios da imagem na internet.