A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 24/11/2020
De acordo com Sócrates, filósofo clássico da Grécia Antiga, conhecer a si mesmo é imprescindível, pois só assim o indivíduo é capaz de manter a sua singularidade e não temer diante da reprovação de olhares alheios. Entretanto, o desenvolvimento da tecnologia possibilita a difusão dos padrões de beleza impostos pela sociedade, por meio de photoshop em fotos e filtros de redes sociais que alteram as singularidades de cada indivíduo para seguir um estereótipo. Dessa forma, a manipulação de imagens pode causar danos a saúde humana e principalmente ao psicológico.
Em primeira análise, observa-se que a internet prejudica a saúde humana de pessoas que são facilmente manipuladas por estereótipos, uma vez que as redes sociais abordam uma persuasão que impõe o indivíduo a seguir os padrões para ser bem sucedido diante da sociedade. Nesse cenário, foram criados diversas ferramentas que alteram a realidade dos cidadãos criando assim padrões de beleza inalcançáveis que estimulam as pessoas a se tornarem escravas de seus corpos e de suas imagens.
Ademais, ter autoconhecimento na era digital é fundamental, tendo em vista que muitas pessoas ainda são influenciadas pelo o que observam na mídia. Assim, como diz o psiquiatra brasileiro Augusto Cury, em seu livro, “não se compare a ninguém, pois cada um de nós é um personagem único no teatro da vida” , as pessoas que não possuem esse autoconhecimento, se comparam nas redes sociais a outras pessoas, podendo acarretar em cirurgias plásticas, procedimentos estéticos, distúrbios alimentares e problemas psicológicos.
De acordo com o exposto, o Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde -órgãos responsáveis pelo bem-estar da população-, deve disponibilizar atendimentos mais acessíveis e regulares de profissionais da saúde mental. Essa medida tem a finalidade de auxiliar as pessoas que sofrem consequências da manipulação de imagens que seguem modelo de beleza.