A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 24/11/2020

O filósofo grego Platão sustentava a existência de dois mundos, o mundo das formas, que seria o mundo real, perceptível através dos sentidos e o mundo das ideias, onde as coisas são eternas, perfeitas e imutáveis. Assim como na filosofia de Platão, o mundo se encontra dividido em dois: o das pessoas reais, que possuem falhas e defeitos, e o dos usuários de redes sociais, que vendem a ideia de serem perfeitos. Esse comportamento é de extrema hipocrisia, já que o ser humano é repleto de falhas e defeitos.

A priori, Luis XIV, rei da França em meados do século XVII, também conhecido como “Rei Sol”, tinha o estranho hábito de pintar sua cara com tinta dourada, vendendo aos seus súditos a imagem de que seus poderes eram ilimitados e inesgotáveis. Da mesma forma que o antigo rei francês, atualmente muitas pessoas utilizam de filtros para melhorar sua imagem nas redes sociais, vendendo a ideia de serem seres iluminados e perfeitos. Desta forma, eles acabam tendo efeitos aos seus seguidores, criando padrões de beleza impossíveis de serem atingidos, gerando um aumento de depressão e procura por procedimentos estéticos.

A posteriori, Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nos últimos dez anos o número de pessoas com depressão aumentou 18,4%. Esse dado é, em parte, causado pelo crescente aumento do contato de pessoas com a internet, ocasionando na constante frustração das pessoas em não atingir a perfeição, gerando diversos problemas com saúde mental, e causando diversos problemas de saúde.

Portanto, é necessário que medidas sejam tomadas para a resolução da problemática. É dever da sociedade como um todo descontruir a ideia de padrão de beleza, por meio de grupos de solidariedade em redes sociais, para as pessoas com problemas de auto estima em relação à sua aparência, criando um ambiente de aceitação. Também é papel da família oferecer apoio às pessoas que sofrem com esse mal.