A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 24/11/2020
Em 2010 o Instagram foi criado e em pouco tempo se popularizou com o compartilhamento de fotos e vídeos, se tornado uma febre entre a população jovem. Alem disso, a exposição da própria imagem recebeu diversas opções de personalização ao longo dos anos, com filtros e simulações de procedimentos estéticos. Contudo, essa manipulação da real imagem do usuário gera malefícios à saúde mental, contribuindo para a baixa autoestima e idealizando de um padrão de beleza.
A priori, é importante destacar que aplicativos como esse permitem que o usuário faça diversas modificações em sua foto, na área de cor, filtro e recorte, também em simulações de procedimentos estéticos. Assim, jovens e adolescentes, por exemplo, que tendem a ter problemas com autoestima, têm a problemática potencializada, uma vez que se prendem nessa imagem utópica de si mesmos e desgostam da própria figura real.
Em paralelo a isso, acaba sendo construído um padrão de beleza na sociedade e com as modificações ocorre a falsa impressão que a maioria pertence a ele. De acordo com uma matéria do “G1”, três a cada cinco jovens de até 21 anos afirmam que já tentaram se tornar a imagem fictícia, criada na web. Assim, ocorre a busca incessante pela entrada nessa padrão, que no fracasso, processo ou até mesmo sucesso podem custar problemas de saúde física e mental.
Logo, cabe ao Estado tomar providências necessárias para regulamentar a manipulação de imagem. Nessa ótica, será criado por meio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações um projeto que revisará as principais redes sociais e em conjunto com psicólogos regulamentarão se as alterações disponíveis pelas redes sociais podem afetar a saúdes dos usuários. Com isso, os indivíduos terão limitações na variação da própria imagem, contribuindo para a diminuição dos problemas de autoestima, aceitação e consequente da saúde mental.