A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 24/11/2020
Em 2017, a Academia Americana de Cirurgia Plástica e Reconstrutiva Facial realizou uma pesquisa na qual 55% dos cirurgiões afirmam ter atendidos pacientes que estavam em busca de mudanças na aparência para uma melhora de suas fotos. A partir daí, torna-se evidente o quão forte é a influência das redes sociais, que levam as pessoas a se modificarem cirurgicamente para se encaixar nos padrões de imagem e como isso pode perturbar a saúde mental delas. Dessa forma, as principais razões para essa situação são o uso exagerado de redes sociais e a exposição do cotidiano nas mídias.
A princípio, o cirurgião plástico Tijion Esho percebeu que as pessoas começaram a se inspirar em fotos de si mesmas usando filtros. Também era comum o uso de imagens de famosos com quem gostariam de se parecer, mas essa técnica foi caindo em desuso com o avanço da tecnologia e despertar do uso de filtros. Contudo, a situação expande o nível da problemática por se tratar da própria imagem, o que dificulta para o mesmo aceitar não poder ser aquela versão vista na foto. Dessa forma, é necessária uma regularização do uso de redes socias.
Por conseguinte, há uma grande exposição do cotidiano nas mídias, o que faz com que cada vez mais surja a obsessão em passar uma boa imagem para os espectadores, mesmo que isso exija uma cirurgia plástica. Contudo, é indispensável que haja controle do uso e compartilhamento nas redes sociais para que não exista uma ilusão desse mundo irreal.
Entretanto, as demais mídias sociais, como instagram e facebook, devem ter uma política de seleção de filtros mais severa sobre harmonização facial e filtros que fujam da realidade, para que assim as pessoas sejam capazes aceitar a si mesmas em relação a suas aparências. A partir daí haverá uma redução na taxa de cirurgias plásticas oriundas do desejo de ser como o filtro e consequentemente uma atenuação nos distúrbios, e não acontecerá tanta influência das mídias sociais.