A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 25/11/2020
A importância de encaixar-se em padrões de beleza impostos pela sociedade cresceu significativamente nos últimos anos. Nesse sentido, a busca por procedimentos estéticos e a grande modificação de imagens nas redes entre os jovens preocupa a psicologia, uma vez que tal manipulação vem afetando diretamente a saúde de crianças e adolescentes. Dessa forma, é necessário entender como ocorre tais manipulações de imagem nas redes sociais e como isso afeta a saúde dos indivíduos.
Nesse contexto, o termo “Dismorfia do Snapchat”, retrata casos de pessoas que procuram cirurgias plásticas que as deixem parecidas com filtros de redes sociais. Partindo desse conceito, entende-se que, a manipulação de imagens por efeitos são responsáveis pela baixa autoestima, a não aceitação e o sentimento de insuficiência, tornando pessoas obsessivas por uma aparência que não possuem. Nesse viés, essas pessoas optam pela realização de cirurgias que as torne mais dentro de um padrão, alimentando a ideia de um “padrão estético” na sociedade brasileira. Além disso, os usuários das redes são influenciados diariamente por pessoas que incentivam cirurgias para menores de idade, e anunciam produtos que dizem garantir “milagres estéticos”, mas que formam apenas meras ilusões nas mentes conturbadas. Desse modo, é premente entender que as redes sociais são consideradas um ambiente tóxico e fútil, ao apoiar uma beleza externa acima de tudo.
Nessa perspectiva, o livro “Extraordinário” conta a história de um menino que nasceu com uma deformidade no rosto, e por isso, sofre bullying e recebe críticas que destroem sua saúde mental. Transcendendo as páginas literárias, pode-se observar as dificuldades enfrentadas por algumas pessoas que vivem em uma sociedade extremamente padronizada, em que os indivíduos vivem de comparações constantes e rejeitam a própria imagem. Dito isso, esses indivíduos são manipulados virtualmente a mudarem seu rosto e corpo com o intuito de se aproximar do padrão desejado. Ademais, essa manipulação desencadeia o desequilíbrio psicológico, distúrbios alimentares (bulimia, anorexia), depressão e ansiedade, por conta da insatisfação individual e os julgamentos excessivos que recebem. Posto isso, é possível entender as proporções que essas manipulações podem chegar em um indivíduo e os problemas que muitos enfrentam por conta de padrões de beleza.
Infere-se, portanto, que a manipulação de imagens traz problemas mentais entre crianças e adolescentes.Logo, é premente que o Ministério da saúde em conjunto com instituições de redes sociais excluam filtros de modificações faciais e promovam projetos por meio de palestras e lives na mídia,voltados para jovens, alertando sobre a alienação dos padrões estéticos e como lidar com eles na sociedade.Assim, poderá ser formada uma sociedade mais consciente e segura de suas aparências.