A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 25/11/2020

Distopia, negação e baixa autoestima. Tal tríade ilustra o impacto causado pela manipulação de imagens na internet que afeta os usuários das redes sociais em destaque os jovens. Nesse sentido, a imposição de padrões de beleza na sociedade impulsionada pelos filtros ilusórios causam perigosos malefícios a saúde mental dos cidadãos. Dessa forma, são relevantes debates acerca das consequências da distorção de fotos e vídeos sobre toda a sociedade.

Em primeiro plano, vale ressaltar o famoso seriado da Netflix, “Insatiable” que retrata uma adolescente que participa de concursos de beleza e faz de tudo para encaixar-se nos padrões de beleza e parecer-se com suas competidoras. Fora das telas, é possível perceber o esforço que principalmente os jovens fazem para se aceitarem e ultrapassar as barreiras da imposta beleza padrão, esse empenho segue um tortuoso caminho pois, precisa desviar da facilidade que é distorcer sua própria imagem nas redes sociais nos dias atuais. Além disso, a autoestima é mais uma vez abalada por fotos manipuladas de “influencers” e famosos que projetam corpos irreais e transmitem sentimento de culpa para o telespectador que se sente insuficiente por não possuir aquela aparência, o “Photoshop” e aplicativos de aperfeiçoamento de fotos são geralmente os motivadores desse tipo de comportamento. Desse modo, é perceptível que o padrão de beleza incutido na sociedade impulsiona a distorção de imagens e promove percepções dismórficas do corpo humano.

Nessa perspectiva, segundo a plataforma digital Techtudo, o Instagram e a empresa Spark Ar, que supervisiona os efeitos do aplicativo irá derrubar filtros que fazem apologia a procedimentos estéticos como a cirurgia plástica, pois preocupa-se com a autoestima dos internautas. Dito isso, é evidente os danos emocionais que manipular imagens pode trazer aos envolvidos com tal prática, distúrbios alimentares como a dismorfia corporal e o transtorno de compulsão alimentar, são apenas alguns dos efeitos que a manipulação imagética pode gerar. Ademais, o uso de imagens distorcidas promove graves declínios da autoestima que pode resultar em doenças psicológicas como a depressão, agravando ainda mais a necessidade dos filtros e aplicativos para gerar o falso bem-estar, tornando-se um ciclo vicioso. Assim, os danos emocionais advindos das imagens deturpadas nas redes sociais não beneficiam os usuários e os introduzem no vicioso estado de utilizar o filtro como escape da realidade.   Infere-se, portanto que a manipulação de imagens traz danos, por vezes irreparáveis. Logo, é basilar que o Ministério da Cidadania promova campanhas informativas voltadas para usuários de redes sociais e diretores das empresas que as gerenciam, mediante palestras e propagandas a fim de alerta-los sobre perigos de distorcer fotos para o uso adequado de filtros e “apps” de modificação de imagens.