A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 25/11/2020
É fato que o mundo contemporâneo é marcado por vários problemas, dentre eles, economia, políticos e sociais, e têm alta instabilidade, sendo os ativos de forma intensa em cada um dos países. Ademais, é marcado por uma intensa obsessão pela aparência, isso é uma sociedade composta por vários padrões estéticos opressores e impostos, principalmente, pela mídia. Outrossim, pela intensificação do uso das redes sociais e, portanto, a formação de uma visão utópica da vida, ou seja, não verossímil. Desse modo, nota-se uma exclusão, um sentimento de decepção, opressão, diminuição da autoestima e frustração vindo daqueles que não fazem parte do “perfeito e normal”.
Cabe mencionar, em primeiro plano, a importância da aparência na sociedade moderna, uma vez que homens e mulheres comuns são cercados de anúncios e filtros que utilizam modelos esteticamente ideais para retratar a felicidade e o “bonito”. Ainda mais, as mídias sociais influenciam na busca incessante pelo corpo deslumbrante, visto que nelas são mostradas fotos e vídeos “perfeitos” em que muitas vezes, não são inteiramente reais e sim utilizam da ajuda de aplicativos edições e filtros. Ainda, por se tratar de uma sociedade imagética e facilmente influenciável, isso é, as imagens são mais valorizadas em relação aos fatos escritos e falados, os filtros como do Instagram e Snapchat, ganharam a visão como " a melhor forma de ficar bonito". Segundo a própria plataforma do Instagram, os filtros que simulam cirurgias plásticas ou outros procedimentos estéticos levam a superestimação constante da imagem de indivíduos, o que impacta diretamente na “síndrome da decepção e falta de autoestima”.
É válido ressaltar, em segundo plano, Em analogia ao conto infantil: “O patinho feio”, que trata de um pato diferente dos demais e por isso é de lado e testado como feio pelos outros Patos, como pessoas semelhantes são adequadas e adequadas às várias atribuições das ruínas por aquelas que pertencem ao grupo padrão, o que leva a acreditar que são inferiores e mais feias do que as demais, ou seja, os diferentes são como o patinho feio e não podem se encaixar em uma turma modelo; jogos de mais patos, representam os pertencentes ao conjunto “ideal”.
É inegável que a sociedade é marcada por uma superestimação constante da imagem e uma intensa busca por aceitação social. Desse modo, cabe as redes sociais analisarem os filtros presentes neles e excluir os que fazem apologia aos procedimentos estéticos e incentivo a busca de uma “melhor aparência”, a fim de diminuir os impactos dos filtros na autoestima dos usuários. Ademais, cabe ainda a mídia, diminuir o alcance de publicidades que imponham e estimulem procedimentos estéticos e produtos de emagrecimentos para diminuir a busca por um corpo ideal, inexistente. Dessa forma, a manipulação de imagens nas redes sociais geraria menos malefícios à saúde mental dos usuários.