A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 03/12/2020

Em seu documentário “O Dilema das Redes”, os escritores Orlowski, Davis Coombe e Vickie Curtis, buscam analisar e refletir sobre questões pertinentes que norteiam o papel da imagem nas redes sociais, relacionando-as com os danos que causam à sociedade. Nesse sentido, é necessário analisar tal quadro de maneira análoga, intrinsecamente ligados ao uso excessivo dessas plataformas, que originam sintomas depressivos, problemas de autoestima e necessidade de aprovação, juntamente com a dependência e vício da internet.

Sob esse viés, convém salientar que a manipulação da imagem vem a ser um grande contribuinte para tal questão, uma vez que o cenário atual busca cada vez mais, trazer uma percepção fictícia da perfeição. Um estudo feito por uma instituição do Reino Unido mostrou que o Instagram é a pior rede social para a saúde mental do usuário por ser muito voltada a imagem, conjuntural tal que, potencializa o sentimento de insuficiência em diversos âmbitos, seja ele profissional ou pessoal na vida daqueles indivíduos que já são mais frágeis e possuem tendência a desenvolver algum tipo de problema relacionado a esses pontos.

Outrossim, pode-se destacar que aquela pessoa que se sente emocionalmente vazia e insatisfeita com si mesma,tende a fazer mais postagens, pois tem a necessidade de alimentar o seu ego, visto que, likes, compartilhamentos e comentários são um grande gatilho para tal circunstância. Essa situação intervem na questão do ciclo vicioso e necessidade de permanecer sempre conectado e atento a tudo, impondo não só uma vida “fake”, mas também a obrigação de obter uma vida que condiz com a do outro em questões de níveis.

Portanto, se faz necessário efetuar medidas capazes de conter os entraves abordados. Para a conscientização da população a respeito do problema, urge que sejam criado em ambas as plataformas, alertas do uso abusivo e tempo excessivo conectado nas redes, além de um suporte que contém um grupo de médicos e psicólogos que possam realizar o monitoramento dessas pessoas que possuem comportamentos considerados de riscos para o desenvolvimentos de problemas que afetam a saúde mental. Assim, observar-se-ia uma população mais ponderada nesse sentido.

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