A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 25/11/2020
Em “Auto da Barca do Inferno”, Gil Vicente, pai do teatro português, tece uma crítica ao comportamento vicioso do século XVI. Fora da ficção, o Brasil do século XXI, demonstração de conformidade com as conotações no que se refere a manipulação de imagem nas redes sociais ligado a saúde mental. Com isso, fatores como a influência midiática e a falta de debate intensificam a problemática.
É relevante apontar, de início, que o problema advém, em muito, da influência midiática. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertida em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nível de informação da população, influenciar na consolidação do problema,uma vez que,não é recorrente,por exemplo,reportagens que discutam como recursos de edição de imagem,como por exemplo filtros, podem ecoar negativamente na mentalidade de indivíduos que possuem dificuldade em se auto-aceitar.
Outrossim, a ausência de debate corrobora com a perpetuação do problema. Para o escritor francês Joseph Joubert, o debate constitui uma ferramenta importante do progresso na sociedade, pois, é através dele que as ideias são expostas de modo separado e em seguida se unificam como um todo no entendimento dos conhecimentos .No entanto, no que se refere aos malefícios provocados na mente dos obedecidos por padrões de beleza reproduzidos na sociedade levando as pessoas a modificarem suas aparências para se encaixarem em um estereótipo, é notório a discussão sobre o problema. Consequentemente, contribui-se para a solidificação do impasse.
Portanto, em vista das problemáticas discutidas, necessárias são necessárias para reverter esse quadro .Para que isso ocorra, as mídias podem, através dos seus veículos de informação em massa, produzir reportagens que informem e conscientização a população sobre os impactos modificar fotos no auto -aceitação e na mentalidade do indivíduo. Além disso, o Estado pode promover campanhas e debates sobre a importância de não cair em padrões de beleza imposto pela sociedade.