A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 26/11/2020
No filme “Capitão Fantástico” é retratada a história de Ben Cash, um pai viúvo cria seis filhos na floresta, longe da civilização e das influências negativas da sociedade. Porém, há um momento de ruptura em que os filhos desejam conhecer a cidade para poder ter acesso à internet. Infelizmente, essa situação não se resume às telas, sendo a realidade de vários brasileiros que tem ter mais acesso a internet de graça para ter redes sociais.
É notório que, desde 2017, redes sociais como o Snapchat e o Instagram disponibilizam filtros faciais e permitem manipular imagens acrescentando certos efeitos como a implantação de focinhos de cachorro, orelhas felinas, efeitos fosforescentes, metálicos ou surrealistas. Divulguei minha coluna aqui na UOL sobre o “Coringa”, aplicando uma máscara do inimigo de Batman sobre minha própria face. Contudo, o filtro Beauty3000 produz ajustes automáticos permitindo escolher modelos de beleza, do tipo Plástica, Natural, Top Model, assim como variantes do tipo Cirurgia Plástica. Em princípio, cabe analisar o conceito do sociólogo Émile Durkheim em que “É preciso sentir a necessidade da experiência, da observação, ou seja, a necessidade de sair de próprios para aceder à escola das coisas, se as querer conhecer e compreender.”
Entretanto, a Constituição Federal de 1988 diz que tem que ter maior dignidade humana. Dessa maneira, o recurso é muito interessante quando pensamos em sua chave lúdica que nos permitiria experimentar versões de nós mesmos, mas ele pode alimentar certas disposições problemáticas, presentes em todos nós, ainda que mais agudas para alguns, particularmente em certas situações de vida.
Portanto, 36,6 milhões de brasileiros têm acesso à internet. Logo, é necessário que o Poder Legislativo, por meio de uma lei a fim que cidadãos que não tem acesso começar a ter internet de graça. Desse modo, a problemática a manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental poderá ser absoluta na sociedade brasileira.