A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 27/11/2020
Segundo o sociólogo Zygmund Bauman, “Na era da informação, a invisibilidade é semelhante à morte”. Nesse sentido, a manipulação de imagens tornou-se mais uma ferramenta da “sociedade do espetáculo” para criar padrões irreais de vida que levam milhões de pessoas a se frustrarem com suas próprias realidades por não terem reconhecimento e fama em suas redes sociais.
É necessário destacar, desse modo, que a manipulação de imagens nas redes sociais torna as pessoas escravas dos padrões e tendências inalcançáveis impostos pela “sociedade do espetáculo”. Conforme o escritor francês Guy Debord definiu, a sociedade do espetáculo é o conjunto de relações sociais mediadas pelas imagens. Nesse contexto, atualmente, a “vida perfeita” compartilhada nas redes sociais cria expectativas irreais às pessoas sobre suas próprias vidas.
É importante considerar, também, que, em consequência dos padrões impostos nas redes sociais, milhões de pessoas se frustram com suas próprias vidas por não conseguirem alcançar tais padrões. De acordo com a instituição Royal Society for Public Health, 90% das pessoas entre 14 e 24 anos usam redes sociais e a taxa de depressão nessa faixa etária aumentou 70% nos últimos 25 anos. Dessa maneira, é possível perceber que a imposição de padrões de vida utópicos leva milhões de pessoas à depressão e a desconstrução de tais padrões é necessária para findar com esse triste panorama.
Fica claro, portanto, que a criação de padrões sociais, mediada pela manipulação de imagens, levam milhões de pessoas a se frustrarem com suas vidas. Desse modo, cabe aos veículos de comunicação (redes sociais, televisão, etc.) promover, em suas postagens e programações diárias, a desconstrução de padrões sociais e levar a autoaceitação aos seus usuários, a fim de libertar a população da busca inalcançável por padrões utópicos de vida e dos sofrimentos relacionados a essa busca.