A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 05/12/2020

Na obra “Modernidade Líquida”, de Zygmunt Bauman, é relatado que a pós-modernidade é fortemente voltada para o individualismo. Assim, a necessidade de transmitir uma imagem positiva nas redes sociais torna-se fundamental, e os indivíduos que não se encaixam com os padrões veem-se inferiorizados. Nesse sentido, vale ressaltar que o problema não é só a alteração de imagens no meio digital, mas também o surgimento de problemas pela falta de auto aceitação de alguns indivíduos.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que a internet ampliou a propaganda sobre o belo. Outrossim, na Segunda Guerra Mundial houve uma enorme manipulação de imagens, em que Adolf Hitler, ditador alemão, foi indicado ao Premio Nobel da Paz de 1939, pelo seu “ardente amor pela paz”. Dessa forma, antes da ampliação da internet a transmissão de informações incoerentes com a realidade já era propagada, e com a globalização o indivíduo presente na pós-modernidade costuma ter múltiplas identidades.

Ademais, é preciso uma reeducação no sistema sobre a imposição causada nos meios digitais para não causar problemas para as pessoas com baixa auto estima. Com isso, de acordo com Allan Kardec, influente educador francês, a educação quando bem compreendida na sociedade é a chave para o progresso moral. Desse modo, é necessário uma intervenção para que essa inaceitável situação sobre o que é considerado belo seja modificada, com o objetivo de alcançar a isonomia esperada pela sociedade.

Portanto, medidas estratégicas são necessárias. Urge que o Ministério da Educação crie campanhas e palestras em áreas urbanas e rurais, em que será debatido a necessidade de não impor uma padrão de beleza na sociedade. Para aumentar a auto aceitação das aparências físicas do cidadão, como meio de diminuir casos de depressão por não sentir-se integrado no ambiente digital, a fim de visar ao bem-estar coletivo para os indivíduos. Assim, a educação mudará as pessoas, como propôs Kardec.