A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 03/12/2020

No contexto da era da informação, as redes sociais exercem muito bem sua função como meios de comunicação, nas quais é possível conhecer diversos tipos de pessoas e manter contato com as que já se há uma relação. Porém essas também podem ser utilizadas como uma arma contra a saúde mental dos que as utilizam, ao ajudarem a estruturar um padrão de beleza já estabelecido pela sociedade e manipulando seus usuários a seguirem-no. Estes, então, podem alterar suas aparências físicas virtualmente de modo até irreconhecível, o que é um malefício tanto a quem realiza essas alterações quanto àqueles que entram em contato com essas imagens irreais.

Estes usuários que idealizam sua imagem de tal maneira a tentarem alterá-la, com a ajuda da infinita galeria de efeitos e softwares de manipulação de fotografias, expõem ao mundo uma versão falsa deles. É como nos textos de Platão sobre o mundo sensível e inteligível: a imagem ideal existe somente no mundo das ideias, e a traduzir para o mundo real se torna uma tarefa impossível. Trazendo isso para nosso contexto, o usuário acaba se enganando e vivendo duas vidas diferentes, a real e a das redes sociais.

Além de enganarem a si, as pessoas que demonstram uma vida irreal nas redes sociais acabam por ludibriar também os usuários que as acompanham. Estes, ao verem esses perfis “perfeitos”, comparam suas aparências com as representadas nessas fotografias manipuladas, contribuindo e muito para suas inseguranças, o que pode acarretar em problemas mais graves, como ansiedade e depressão.

Portanto, cabe aos diretores e CEOs das redes sociais, em parceria com os ministérios da Saúde e da Comunicação, estabelecerem diversas campanhas a favor da aceitação da imagem, consequentemente contra a manipulação das aparências, melhorando, assim, a saúde mental dos usuários.