A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 30/11/2020
No conto “A Branca de Neve”, nota-se que a madrasta é obcecada pela beleza e, constantemente, pergunta ao espelho mágico quem é a mais bonita do reino. Nesse contexto, ela se enfurece ao descobrir que a beleza da enteada é superior a sua. Não longe da ficção, percebe-se também uma busca desenfreada pela perfeição nas redes sociais, através do uso de manipulação de fotos, e os malefícios disso a saúde mental.
Em primeira análise, é preciso analisar a edição de imagem nas redes sociais. Conforme Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Sob essa lógica, é possível perceber que a questão da edição de fotos é influenciada pelo pensamento coletivo, uma vez que, se as pessoas estão inseridas em um contexto que supervaloriza perfeição, a tendência é adotar esse comportamento também. Dessa forma, redes sociais como o Instagram, acabam sendo catalisadores desse hábito, ao disponibilizar aos usuário os filtros que transformam a aparência natural da pessoas.
Além disso, cabe ressaltar o impacto psicológico que essa manipulação gera na sociedade. Assim como foi gerado furor na madrasta de Branca de Neve, as pessoas sofrem com a comparação e são afetadas negativamente por não conseguirem alcançar os padrões midiáticos. Por exemplo, um estudo divulgado pela University College London (UCL), em 2019, mostrou que redes sociais elevam a ocorrência de depressão em meninas adolescentes.
Por esse motivo, faz-se necessário uma intervenção nesta problemática. Fica, portanto, evidente que a manipulação da imagem nas redes sociais precisa ser enfrentado. Urge que plataformas como Instagram e Facebook intervenha por meio de avisos, quando as fotos sofrerem edição. Com efeito, os malefícios a saúde mental serão reduzidos, pois as pessoas saberão que a foto não reflete a realidade. Dessa forma, o meio digital será menos parecido com a competição exposta no conto da Branca de neve.