A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 03/12/2020
Em maio de 2020,a influenciadora digital Khlóe Kardashian chocou seus seguidores e foi alvo de inúmeras críticas ao publicar uma selfie na qual, sua aparência foi extremamente modificada ao ponto de torná-la praticamente irreconhecível. Tal episódio, demostra como a manipulação de imagens nas redes sociais, vem se tornando algo cada vez mais comum. Além dos inúmeros malefícios a saúde mental que isso pode desencadear, tais como: o desejo exagerado de modificar a aparência com o intuito de encaixar-se em um padrão e o desenvolvimento de transtornos mentais que podem levar ao suicídio.
Primeiramente, observa-se que o Brasil tornou-se o país que mais realiza cirurgias plásticas do mundo, em 2019, segundo levantamento feito pela associação mundial de cirurgia plástica. O fato de os brasileiros estarem procurando, cada vez mais, cirurgias altamente dolorosas e que muitas vezes apresentam um risco à saúde e à vida, para ficarem mais próximos de um padrão de beleza, criado e difundido pelas redes sociais, que é muitas vezes irreal tendo em vista a facilidade da modificação de fotos, é alarmante e demostra a nocividade dessas manipulações e alterações.
Em segundo lugar, a taxa de transtornos mentais como a depressão e a ansiedade, que podem levar ao suicídio, vem crescendo muito nos últimos anos, levando o Brasil a se tornar o 8° país com maior índice de suicídio no mundo de acordo com a OMS. É nítido que as redes sociais contribuíram para esse aumento, já que ajudam na construção de expectativas inalcançáveis, que fazem com que os indivíduos adoeçam.
Tendo essas informações em vista tem-se clareza de que, trata-se de um tema muito sério e urgente que precisa ser tratado como tal. Desse modo cabe ao ministério da saúde em parceria com o ministério da educação alertar e conscientizar a população sobre o assunto, principalmente as crianças adolescentes e jovens, promovendo palestras sobre autoaceitação e apresentando os perigos das cirurgias plásticas em locais como escolas e universidades, dessa forma os cidadãos terão maior conhecimento do assunto e consequentemente, melhor qualidade de vida.