A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 03/12/2020

O episódio “Nosedive”, da série “Black Mirror”, encena uma sociedade em que as pessoas são totalmente desvinculadas com a realidade humana por estarem extremamente preocupadas com suas imagens na redes virtuais. Paralelamente à ficção, os cidadãos da contemporaneidade estão cada vez mais alienados com suas aparências em fotos. Nesse contexto, a sabotagem de suas imagens é um grande empecilho para a supressão desse dilema. Delibera-se, por conseguinte, acerca da manipulação da imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental.

Em primeiro lugar, é coerente a ciência de que a sabotagem estética, originada por ângulos fotográficos e filtros de aplicativos, é facilmente realizada reiteradas vezes por qualquer indivíduo que possua uma câmera em mãos. Como exemplo, uma reportagem do programa televisivo Fantástico, ocorrida em 2020, apontou que uma pessoa pode tirar até 25 mil “selfies” (fotos com câmera frontal) durante toda sua vida. Nesse cenário, é perceptível que as pessoas do mundo atual podem ser consideradas viciadas em preencherem suas faltas de autoestima através de incessantes cliques  fotográficos.

Em segundo plano, é relevante informar que a manipulação física virtual é exuberantemente fomentada por aplicativos onlines, como o Photoshop e o Snapchat, por exemplo. Para melhor compreensão, é analisável, na rede social Instagram, a possibilidade dos próprios usuários de criarem filtros faciais e os compartilharem com qualquer outro. Tal ferramenta, apesar de proporcionar maiores interações, instiga a propagação de efeitos que estimulam um padrão estético, nocivo para pessoas com problemas de aceitamento físico e, desse modo, maléfico às suas saúdes mentais.

Depreende-se, consequentemente, que muitos problemas de autoestima são agravados pelo vício em manipular a própria imagem, o qual muitas redes virtuais colaboram para ocorrer. Portanto, é mister que todos os aplicativos oferecedores de filtros faciais anunciem, através de publicações em suas próprias plataformas, que o intuito dele é exclusivamente causar entretenimento no público, e jamais oferecer padrões de beleza. Conjuntamente, devem solicitar que os viciados em utilizá-los procurem imediatamente ajuda psicológica. A medida deve ser realizada a fim de suprimir a falta de vínculo entre o real e o virtual, assim como observável em Nosedive.