A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 03/12/2020
Com o avanço das tecnologias voltadas a modificação de imagens, as pessoas vêm usufruindo desse recurso para alterar o próprio corpo, tentando atingir níveis de perfeição inacessíveis para o ser humano. Esse uso exagerado de ferramentas de correção de imagem, como o Photoshop, ajuda a criar um padrão de beleza inalcançável, prejudicando aqueles que tentam alcançar esse arquétipo na vida real.
É muito comum ver esses tipos de imagens em redes sociais como o Instagram, onde as pessoas abusam da edição de imagem para fazer com que a cintura fique muito mais fina ou certas partes do corpo fiquem maiores. Essas fotos enganam os seguidores da pessoa que postou, fazendo com que eles acreditem que esse corpo “perfeito” seja um padrão que possa ser alcançado.
Esses seguidores, principalmente aqueles que possuem uma baixa autoestima, começam a buscar maneiras de fazerem com que seu corpo fiquem minimamente parecido com o visto online. Essa busca pelo corpo perfeito é extremamente prejudicial à saúde mental, fazendo com que as pessoas adquiram hábitos alimentares preocupantes, pratiquem atividades físicas acima do recomendado e tentem de tudo para se parecer com a pessoa da foto manipulada. Como o corpo da imagem não é algo verdadeiro, a pessoa que busca ter um físico parecido com ele acaba ficando frustrada por não alcançar seu objetivo, desencadeando uma distorção negativa da autoimagem e prejudicando a saúde mental do individuo.
Esse problema só será resolvido no momento em que grande parte da sociedade abraçasse seu próprio corpo e parasse de se importar em manipular fotografias para chegarem em um padrão inalcançável de beleza. Isso pode ser feito com a ajuda de profissionais da área psíquica e psicológica, que trabalhariam na melhora da autoestima de seus pacientes, mostrando que é possível ter autoestima mesmo não tendo o corpo perfeito das redes sociais.