A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 04/12/2020
Com o surgimento das redes sociais, uma série de benefícios foram alcançados, como a facilidade de comunicação. Entretanto, muito se discute acerca dos malefícios causados pela manipulação de imagem presente nessas plataformas à saúde mental dos usuários. Nesse sentido, observa-se que a principal problemática é o favorecimento de problemas psicológicos de autoestima que são causados por ferramentas das plataformas que produzem um padrão de beleza inalcançável e da cultura de busca pela perfeição presente nas redes sociais.
Em primeiro lugar, é válido salientar o papel de ferramentas, como os filtros de redes sociais, na construção de um padrão de beleza irreal. Isso acontece pois esses filtros, presentes no Instagram por exemplo, são alinhados na imagem em um modelo matemático simétrico que esconde rugas, olheiras e afina rostos e narizes. Segundo dados da academia americana de cirurgia facial plástica, 55% dos cirurgiões afirmaram que pacientes solicitaram procedimentos para melhorar sua aparência em selfies. A partir da análise desses dados, é possível compreender que o uso dessa ferramenta causa nas pessoas uma visão distorcida de si mesmas gerando frustração, baixa autoestima e a necessidade de se modificarem para alcançar a aparência das fotos.
Ademias, é preciso destacar a influência da cultura de busca pela perfeição na autoestima dos usuários dessas redes sociais. Hodiernamente, a possibilidade de expor e opinar sobre uma informação rapidamente também favorece nas pessoas sentimentos de comparação e necessidade de perfeição. De acordo com filósofo grego Aristóteles: “o homem é um animal político”, ou seja, necessita viver e estar incluído em uma sociedade. Desse modo, analisa-se que ver constantemente imagens alteradas e editadas de outras pessoas favorece o desenvolvimento de problemas de autoestima, uma vez que essa pessoa se sente diminuída e excluída diante daquele padrão social que se estabelece.
Tendo em vista os fatos mencionados, evidencia-se a necessidade de combater a problemática supracitada. Portanto, cabe ao ministério da saúde promover campanhas voltadas para os problemas de autoestima causados por redes sociais, mediante eventos online de palestras com psicólogos e sociólogos, utilizando redes sociais como Youtube e Instagram com o objetivo de esclarecer as pessoas que as utilizam. Além disso, cabe as empresas de redes sociais em parceria com influenciadora digitais incentivar conteúdos que abordem a temática de forma crítica, por meio do favorecimento do alcance dessas publicações, a fim de conscientizara população e, consequentemente, combater a cultura de busca pela perfeição.