A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 14/12/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social se padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a manipulação de imagens nas redes sociais apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da diversidade de fake news, quanto da necessidade de passar a imagem de uma vida “perfeita”. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, afim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipualmente, é fulcral pontuar que a diversidade de fake news deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta da atuação das autoridades, as fake news causa graves problemas na saúde mental da população e as pessoas envolvidas, em casos mais extremos pode ocorrer risco de vida as pessoas incluídas. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar a necessidade de passar a imagem de uma vida “perfeita” como promotor do problema. Partindo desse pressuposto, é óbvio que as pessoas não vão se interresar em postar coisas ruins sobre si mesmas, ou sobre coisas em geral. Sendo assim, isso acaba se tornando uma disputa silenciosa, sobre quem tem a vida mais perfeita e, uma espécie de escape para aumentar o próprio ego, tornando-se prejudicial para saúde mental. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que essa grande necessidade de passar uma imagem de vida perfeita contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Portanto, em virtude dos argumentos mencionados, é essencial a atuação estatal e social para que tais obstáculos sejam superados. Assim, o Tribunal de Contas da União deve direcionar capital que, por intermédio do Poder Judiciário, será revertido em ações publicitárias, através de redes sociais e televisões, uma vez que incentivando a população a não se expor na internet para evitar problemas que podem surgir futuramente, como também sempre verificar as notícias em sites confiáveis, para inclusive não divulgar notícias falsas e de mal caráter. Dessa forma, o preceito constitucional será solidificado no Brasil.