A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 09/12/2020

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico de maior importância do Brasil, prevê em seu artigo 6 °, o direito a saúde a todos os brasileiros. No entanto, tal benefício não tem sido colocado em prática quando se observa que a manipulação de imagem nas redes sociais afeta a saúde mental dos cidadãos. Nesse contexto, faz-se necessário a análise de fatores que influenciam esse quadro.

Sobretudo, é importante ressaltar a perpetuação de um padrão de beleza. Nesse sentido, os concursos como o Miss Brasil faz com que apesar da diversidade de belezas existentes e distintas, somente seja vista como ideal e merecedora da premiação. Segundo o filósofo John Locke, essa problemática configura-se como uma violação do “contrato” social, uma vez que o Estado não cumpre sua função de garantir que uma sociedade desfrute de direitos indispensáveis, como a saúde mental.

Ademais, é fundamental apontar a busca incessante por esse padrão perpetuado há anos. Segundo uma pesquisa feita pela Academia Americana de Cirurgia Plástica e Reconstrução Facial, em 2017, mostra que cerca de 55% dos pacientes recorrem a cirurgias para saírem melhores em fotos. Assim, fica claro que a insatisfação com a próprio físico aumenta devido à necessidade de se expor nas mídias, o que gera uma constante baixa autoestima que pode progredir para transtornos mais graves, como ansiedade, depressão e afins.

Portanto, há necessidade de se resolver esses problemas. Para isso, cabe ao Ministério da Saúde, por intermédio de palestras ministradas por profissionais da psicologia/psiquiatria, difundirem cada vez mais os malefícios emocionais que as redes sociais podem gerar quando usadas por um longo período e sem um certo cuidado, a fim de provar que nem tudo que é postado, deve ser imitado. Assim, a universalização do direito previsto na Constituição torna-se um pouco mais alcançável.