A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 13/12/2020

A 4º Revolução Industrial foi de extrema importância para o crescimento e formação da indústria das redes sociais. Contudo, a mesma vem sendo responsável pela reafirmação dos padrões de beleza da sociedade, por meio da aprovação à manipulação das fotos postadas por usuários. Ocasionando sérios impactos na saúde mental da população mundial, cabe ao Governo de cada país, visto a superficialidade das empresas sobre o problema, criar projetos com a finalidade de ajudar na construção da autoestima de sua população.

Como demonstrado no documentário “Dilema das Redes”, de 2020, as redes sociais tem a funcionalidade de reafirmar o individuo na sociedade. Mas como em qualquer outro meio de interação social, ela apresenta um problema milenar: o padrão de beleza. Tanto fora, quanto dentro das redes sociais, as pessoas buscam alcançar esse padrão de beleza. E para isso, editam suas fotos com os recursos disponibilizados das mesmas plataformas. Porém, o fato de usar e criar esses mecanismos para modificar ou esconder características que reforçam o padrão, geram e também intensificam transtornos psicológicos e psicossociais nos usuário.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a depressão ocupa o 3º lugar das doenças mais comuns no mundo. Sendo ela um dos transtornos ocasionados pela pressão estética e reforçada pelas redes sociais, infelizmente, não é a única. Outra doença que vem ganhando conhecimento popular é o transtorno dismórfico corporal. Ele consiste na visão distorcida do individuo sobre seu corpo, intensificando características, particularmente, não agradáveis. Consequentemente, devido a intensidade desse transtorno, se percebe o peso da popularização das fotos modificadas que são postadas nas plataformas.

Portanto, devido ao impacto causado na sociedade, cabe ao Governo, juntamente com o Ministério da Saúde de cada país, colocar em pratica projetos voltados gratuitamente para os usuários dessas plataformas. Eles, por sua vez, devem promover a construção da autoestima de sua população, com uma maior acessibilidade de psicólogos nos postos de saúde e hospitais, especializados nos impactos causados pelas redes sociais. Além de propagandas nos espaços públicos, no intuito de conscientizar a população, para que o crescimento e formação dessa indústria não esteja vinculada com os malefícios da saúde mental mundial.