A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 14/12/2020

Na série norte-americana “Black mirror”, retrata-se em um de seus episódios a vida de uma sociedade futurística, os quais mostram-se ter construído uma pirâmide social com base no âmbito midiático, dentre eles Lacie Pound protagoniza uma jovem que se mostra empenhada em crescer nessa pirâmide onde se enfatiza uma disputa de imagem onde a mesma ordena sua posição na sociedade. Na contemporaneidade, diversos adolescentes, jovens e adultos, vivem essa realidade no âmbito social e tecnológico. Nesse sentido, ainda é preciso superar diversas entraves, entre elas, por exemplo, a ideologia de vida e corpo perfeito mostrada diariamente nas mídias sociais através de vídeos e fotos, que representam impasses para o fim dos desafios de solidificar a cultura da auto aceitação no Brasil. A princípio, é mister analisar como a falta de cuidado e atenção, ajuda a perpetuar as barreiras para se alcançar uma saúde mental estável. Decerto, vale lembrar que no Brasil, segundo dados do IBGE, 70% da população brasileira tem acesso à internet, ademais, o Brasil é o segundo país onde os usuários ocupam um número maior de tempo na internet. Na atualidade, como herança dessa falta de autossuficiência nos setores de cuidado à saúde mental, setores midiaticos e tecnológicos, persistem muitos problemas, tal como a necessidade de apurar a comparação excessiva desencadeado pelas redes sociais, que, segundo o IBGE, demonstraram que, o mesmo pode ser determinante para desencadear sentimentos de frustação, inferiorizarão e baixa autoestima dos mesmos, seja por conteúdos que reforçam padrões de vida e status perfeitos, seja pela manipulação feita por filtros e photoshop advinda de figuras influenciadoras das redes sociais que trajam uma “imagem perfeita”. Logo, é imperioso contornar esse obstáculo, o qual desencadeia ansiedade e depressão, com intuito de evitar que diversas pessoas tenham suas saúdes mentais devastadas. Torna-se evidente, portanto, a substancialidade de ir de encontro aos impasses que afetam, a segurança e bem-estar mental dos inclusos nesse quadro. Cabe às instituições de ensino junto de orientadores e pedagogos, abordar a importância do combate à manipulação de imagens e a cultura do padrão de imagem perfeito presente diariamente nos âmbitos sociais e cibernéticos, discutindo suas consequências e que pode-se gerar, com propósito de informar e alertar desde cedo a todos. Ademais, o Ministério da saúde deve investir em psicólogos para, trabalhar, estudar e ajudar os inclusos nessa esfera. Outrossim, à mídia, pode divulgar notícias e criar projetos dando dicas e idéias de autocuidado para a sociedade, através de camapanhas publicitárias e trabalhos de conscientização. Dessa forma reduzindo o embate deletério das consequências da manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental no Brasil.