A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 18/12/2020
É fato que o mundo contemporâneo é marcado por vários problemas de ordens econômicas, políticas e sociais, e que essas têm altas instabilidades, sendo ativas de forma intensa em cada um dos países. Ademais, a atualidade é marcada por uma intensa obsessão pela aparência, isso é, possui sociedades compostas por vários padrões estéticos opressores e impostos, principalmente, pela mídia. Outrossim, pela intensificação do uso das redes sociais e, portanto, a formação de uma visão utópica da vida, ou seja, inverossímil. Desse modo, a manipulação de imagem nas redes sociais causam malefícios à saúde mental dos indivíduos. Sendo assim, medidas devem ser tomadas para minimizar esse canário.
Cabe mencionar, em primeiro plano, a importância da aparência na comunidade moderna, uma vez que os homens e mulheres estão cercados de anúncios que usam modelos esteticamente ideais para retratar a felicidade e o “viver bem”. Além disso, as mídias sociais influenciam a busca incessante pelo corpo deslumbrante, visto que nelas são mostradas fotos e vídeos “perfeitos” que, muitas vezes, não são inteiramente reais e sim usam-se da ajuda de aplicativo de edição e filtros. Para mais, por se tratar de uma sociedade imagética e facilmente influenciável, isso é, as imagens são mais valorizadas em relação aos fatos escritos e falados, surge como exemplo, as cirurgias plásticas e filtros do Instagram e Snapchat, que ganharam a visão de “as melhores formas de estar no padrão “. Além do mais, segundo a própria plataforma do Instagram, os efeitos que simulam cirurgias plásticas ou outros procedimentos estéticos levam a superestimação constante da imagens de indivíduos, o que impacta diretamente na “síndrome da decepção e falta de autoestima”. Por conseguinte, percebe-se que é um evento alarmante e preocupante por ter total ligação com o bem-estar das pessoas.
É importante ressaltar, em segundo plano, as consequências da busca pela aceitação social, que geram como resultado, em alguns casos, problemas como bulimia, compulsão alimentar que é seguida de purgação; dismorfofobia, constante preocupação exagerada e fora do normal com aparência; entre outras doenças ligadas à estética. Sendo assim, os padrões geram inúmeros malefícios à saúde.
É inegável que a sociedade é marcada por uma intensa busca utópica da beleza. Desse modo, cabe às redes sociais, por meio de análises por feitas por psicólogos e outros profissionais da área de saúde, retirarem os efeitos que fazem apologia aos procedimentos estéticos e que incentivam a busca de uma “melhor aparência”, a fim de minimizar os problemas de bem-estar dos usuários. Ademais, cabe ainda às mídias, diminuírem o alcance de publicidades que estimulam o uso de medicamentos e meios para mudar o visual, através de filtros e categorias de idade, que separam as propagandas de acordo com o interesse do público. Dessa forma, a busca por padrões de beleza idealizados diminuiria.