A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 16/12/2020
Em meados do século XIX surgiu o realismo, movimento artístico que buscava através das pinturas um olhar mais realista sobre a existência e as relações humanas. Entretanto contrária a essa idéia, a sociedade moderna atual tem estimuldo cada vez mais a manipulação da sua própria imagem, pricipalmente através das redes sociais, o que impulsiona a manutenção da problemática do padrão de beleza e desencadeia frustrações e problemas de saúde mental.
Á priori, a filósofa Hanna Arendt utiliza o termo banalização do mal para descrever a naturalização de comportamentos sociais que de alguma forma gera prejuízos a uma parcela da população. Nesse contexto, a distorção da imagem do indivíduo nas redes de entretenimento modifica a realidade e idealiza um padrão de beleza inalcansável, o que gera frustrações nos usuários, visto que esses consomem conteúdos de variadas pessoas, dentre elas, as conhecidas somente por meio digital.
Além disso, esse tipo de comportamento alimenta problemas de autoestima pré-existentes, uma vez que um indivíduo ao ter algo que não gosta esteticamente em sí quando “abre a tela do celular” tem esse sentimento amplificado, uma vez que é possível naquele momento ter a realidade modificada e sanar aquela imperfeição que antes já incomodava. Dessa maneira, segundo o site G1, 70% das crianças e adolescentes do brasil estão logados em alguma rede de comunicação e essa parcela populacional é a que mais sofre as consequências mais graves desse poder que tem as mídias sociais.
Sendo assim, é importante que o Estado brasileiro juntamente com os poderes legistativo, crie diretrizes de funcionamento para todas as empresas de redes sociais ativas no Brasil, dentre elas a proibição de filtros que imitem cirurgias plásticas, para que haja uma redução de problemáticas relacionadas à autoestima devido a manipulação da imagem.