A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 31/12/2020

A Terceira Revolução Industrial, ocorrida em meados do século XX, foi marcada pelo surgimento da internet, ferramente capaz de conectar pessoas e otimizar o tempo para difusão das informações. Contudo, apesar dos benefícios, muitas vezes a manipulação de imagens nas redes sociais pode afetar a saúde mental de seus usuários. Dessa forma, para que seja possível mitigar essa problemática, faz-se preciso desconstruir os esteriótipos instaurados na sociedade, bem como fomentar uma cultura de autoaceitação.

A priori, é importante analisar a influência dos padrões de beleza veiculados nas redes sobre as pessoas. Nesse sentido, o documentário “O dilema das redes sociais” retrata, em um de seus trechos, a insatisfação de uma adolescente ao receber críticas sobre as fotos postadas anteriormente por fugir dos modelos estabelecidos, recorrendo à ferramentas estéticas disponíveis em um aplicativo de edição de imagens. Entretanto, fora da ficção tal situação não se faz distante, haja vista um levantamento realizado pela Sony, o qual revela que 2% dos indivíduos não alteram as fotografias antes de publicá-las na internet. Desse modo, é perceptível o receio de desviar-se dos arqueótipos instaurados por medo da não aprovação social.

A posteriori, é mister incentivar uma cultura que respeite as diferenças entre as pessoas. Nesse viés, destaca-se a ideia do pluralismo político, defendido pela filósofa alemã Hannah Arendt, que escuda sobre a inclusão e a diversidade, fatores fundamentais à existência humana. Porém, tal aceitação não ocorre de forma plena, fato evidenciado por dados do Ambulatório de Ginecologia da Adolescente do Hospital das Clínicas, que mostra que cerca de 67% dos jovens não gostam do próprio corpo. Diante disso, são necessárias medidas para mudar essa agrura.

Portanto, fica evidente o impacto das redes sociais à saúde mental dos indivíduos. Então, para acabar com essa situação o Poder Executivo, figura do Ministério da Educação, deve promover palestras de cunho educativo destinadas à todos os níveis de ensino para que seja estabelecido o debate sobre a influência da internet, a fim de que os usuários sejam instruídos a usá-la da melhor forma. Além disso, tal ação deve ser mediada por psicólogos, tendo em vista o seu vasto entendimento sobre o assunto. Espera-se, com isso, que os indivíduos sejam capazes de lidar de forma mais crítica frente à questão da manipulação das redes sociais e a saúde mental.