A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 02/01/2021

A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental Nas dinâmicas sociais contemporâneas, a construção de arquétipos atrelados à imagem das pessoas é evidente. Contudo, nesse contexto, uma prática comum é a manipulação da própria realidade para aderir a esses padrões nas redes sociais, um problema que incita danos à saúde mental humana. Destarte, a busca por aprovação sociodigital e a má compreensão das curtidas são situações a serem analisadas.            Primeiramente, a referida manipulação, na ávida busca por reconhecimento nas redes, promove conflitos mentais. Nesse viés, a alteração de fotos, vídeos e textos de modo pouco preocupado com a realidade cria uma dualidade: ora o que o usuário vivencia, ora o que ele retrata. Isso atormenta sua saúde mental, o que foi bem evidenciado no episódio “Queda Livre” da série “Black Mirror”, no qual o controle da protagonista diante da sua imagem nas redes sociais a dirigiu a um estado de obsessão por reconhecimento e, decerto, a perder sua sanidade mental no fim.

Ademais, as curtidas, bem como as demais ferramentas de interação digital, são erroneamente entendidas como petiscos às postagens. Conquanto seja notório que eles agradam aos usuários e impulsionam mais publicações, tais são diretamente proporcionais ao grau de perfeição da postagem. Logo, as pessoas criam a tendência de se aproximar dos padrões sociais, fugindo da realidade e transformando as curtidas em números de fulcral importância. Isso foi bem ilustrado no curta-metragem “What’s on your mind?”, no qual o protagonista, ao tomar conhecimento da satisfação gerada pelos “petiscos”, põe a sua vida em torno dessa dinâmica e, ao fim, é observado sofrendo devido às mentiras de seu perfil.

Portanto, vista a intempestividade da manipulação de imagem nas redes sociais, mudanças são necessárias para evitar problemas à saúde mental das pessoas. Dessarte, cabe à seara midiática, como o maior meio de comunicação em massa, o dever de, por meio dos principais veículos de informação - televisões, jornais e internet -, elaborar campanhas e realizar entrevistas que abordem a alteração da imagem no digital e que ressaltem os perigos dessa atividade. Desse modo, amenizar-se-iam os problemas relacionados à saúde mental, conscientizando os indivíduos. Assim, quiçá, não haverá mais a necessidade de abordar essa questão nas obras cinematográficas.