A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 02/01/2021

Na Grécia Antiga, o conceito do belo era representado por meio das artes, como a pintura e a escultura. Hodiernamente, as mídias sociais são os meios pelos quais o ideal de beleza é disseminado, fomentando na população o desejo de se encaixar em determinado corpo ou rosto. Nesse sentido, os aplicativos manipulam a realidade, propagando nas redes um ideal de beleza inatingível, fazendo com que a autoestima de muitos seja afetada. Dessa forma, o poder da mídia somada a busca da população em conquistar a aceitação nos grupos sociais vem gerando sérias mazelas mentais.

Em primeiro plano, de acordo com o pensamento do sociólogo Theodor Adorno, a indústria cultural se refere à ideia de produção em massa, que passou a ser adaptada à produção artística de forma a gerar lucro e manter um pensamento dominante. Nesse sentido, atualmente, a internet tem se tornado uma aliada das grandes empresas de comésticos e roupas, na qual usa a imagem de blogueiros e pessoas famosas para divulgar seu produto e conquistar a população.Porém, na maioria das vezes, vários efeitos e filtros de imagem são usados por esses influenciadores, passando a ideia de uma certa “perfeição”. Com efeito, eles acabam sendo responsáveis pela imposição dos padrões de beleza, que por serem utópicos, geram na população, principalmente entre as mulheres, um sentimento de inferioridade, podendo gerar transtornos psicológicos, como a depressão e a baixoestima por não possuírem os corpos “montados” que as redes socias ditam.

Em segundo plano, uma pesquisa realizada pela Royal Society for Public Health mostrou que as taxas de depressão entre jovens usuários de redes sociais aumentaram 70% nos últimos  anos. Nessa ótica, percebe-se que a imagem perfeita propagada pelas redes sociais tem gerado sérios problemas entre os cidadãos, afinal, muitos individuos usam os editores de imagens e efeitos de aplicativos proporcionadas pelo ilusório mundo virtual,subordinando-as a um desgaste emocional e perca de sua essência para se padronizarem na comunidade social. Logo, as pessoas estão cada vez mais focadas em sua imagem exterior que será trasmitida nas redes sociais e pouco se importam com os seus problemas mentais, sua identidade, caráter e outras características internas.

Destarte,cabe às escolas adotarem o modelo de ensino politizador a fim de que, desde a mais tenra idade, as crianças sejam educadas por meio de palestras e rodas de conversas que mostrem a elas a importância da autoaceitação e as diferenças físicas que existem entre as pessoas, para que elas aprendam a valorizar os seus corpos e não tentem se padronizar ao modelo imposto pelas redes socias. Somado a isso, elas devem saber filtrar as postagens que recebem, para que, assim, tornem-se adultos conscientes e que não precisem de “capas virtuais” para mostrar a sua real identidade.