A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 04/01/2021
Na série Euphoria é apresentada uma personagem transsexual que utiliza filtros digitais para modificar suas fotos e, assim, se sentir aceita na sociedade. De maneira análoga a série, a realidade de diversos indivíduos não se monstra distante do retratado na obra, haja visto que muitas pessoas manipulam suas imagens em redes sociais. Dessa forma, entende-se que à idealização da beleza, bem como à falta de investimentos em programas de saúde apresentam-se como problemas.
Em primeiro lugar, a concepção dos padrões estéticos ditados pelas redes sociais auxilia na perpetuação do problema. Conforme dados do portal G1, usuários que utilizam, de forma constante, filtros presentes nas redes sociais em suas fotos e videos, acabam, portanto, desenvolvendo distúrbios de insegurança com sua própria e, consequentemente, doeças, como depressão, devido a idealização de beleza utópica ao qual foram sujeitados.
Além disso, a falta de investimentos em órgãos de saúde impede a assistência a esses indivíduos. A Constituição Federal de 1988 garante o acesso a programas de saúde. Apesar da Constituição garantir o direito, o mesmo não se cumpre na realidade, visto que a carência de verbas governamentais impede o funcionamento das atividades a serem exercidas. Tal fato demonstra a ineficiência do Estado em garantir o apoio necessário a população.
Sendo assim, medidas são necessárias para a solução do problema. O Governo Federal, junto ao Ministério da Saúde, deve aumentar os investimentos e a contratação de psicólogos e educadores digitais buscando implantar palestras que concientizem acerca da autoaceitação dos indivíduos sobre suas próprias aparências e dos perigos do uso excessivo de modificação de fotos em redes sociais. Dessa forma, as pessoas poderão se precaver e será possível, portanto, mitigar os problema enfrentado.