A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 05/01/2021

A busca pela imagem “perfeita” vem crescendo e se popularizando entre os usuários nas redes sociais. Como também, o número de pessoas que realizam cirurgias plásticas no Brasil, a fim de aceitação. Uma vez que, essa imagem manipulada é tratada como “natural” na ‘internet’, o desenvolvimento de transtornos mentais e problemas psicológicos por pessoas que não se encaixam nesse padrão, tornam a crescer. Visto que, as razões para essas doenças estão relacionadas à normalização de procedimentos estéticos, e o uso impulsivo dos diversos aplicativos de edições de foto.

Para começar, um estudo realizado pelo “Movimento de Saúde Jovem” mostrou que o ‘Instagram’ é a rede social mais prejudicial para a saúde mental dos jovens. Pois, a influência constante do algoritmo em entregar aos usuários perfis padronizados, como uma imagem necessária, alimenta a baixa autoestima e transtornos mentais. Haja vista, que o padrão de beleza virtual imposto, se torna cada vez mais irreal e desejado. Portanto, o uso excessivo de filtros e aplicativos de edições de foto, para se transformar em alguém “perfeito”, de maneira rápida, se tornou algo indispensável.

Com o intuito, de se popularizar no meio social e recorrer a algo permanente, as cirurgias plásticas, se tornam a solução de quem almeja se enquadrar aos padrões virtuais. De acordo com a “Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética”, o Brasil é país líder em realizações de procedimentos estéticos, a fim de buscar o bem-estar por meio da boa aparência. Em outras palavras, a normalização de tal, é dada como usual com a intenção de se parecer influenciadores digitais da atualidade. Tais ‘influencers’, que já estão na rede social como forma de “produto” a ser desejado.

Em prol da saúde mental e bem-estar dos usuários na ‘internet’, medidas que os protejam necessitam ser realizadas. Por meio das mídias sociais, o Ministério da Saúde deve alertar sobre os perigos das cirurgias plásticas, no formato de publicações ou propagandas, com a intenção de reduzir o número de procedimentos estéticos invasivos. Ao mesmo tempo, as redes sociais devem se mobilizar ao programar algoritmos que diminua a entrega de imagens manipuladas em suas próprias plataformas, com a finalidade de minimizar o uso de editores de fotos. Para que, a sociedade comece a enxergar além dos padrões de beleza.