A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 07/01/2021
O mal uso dos meios de comunicação, começa durante a segunda guerra mundial, com uma série de imagens e palavras enganosas, manipuladas para enganar a população alemã. “O trabalho liberta”, frase exposta na entrada do campo de extermínio de Auschwitz, é a maior fraude já vista na história. Na contemporaneidade, as comunicações sairam dos rádios e TVs, passando para as redes sociais. Entretanto, a manipulação de imagens continua à ocorrer, o que trás muitos malefícios para saúde mental da população. Pode-se afirmar, que o padrão de beleza exposto nas redes e o uso de forma incorreta destes meios, corroboram para que o problema se espalhe nos quatro cantos do Brasil.
Em primeiro lugar, cabe ressaltar que as pessoas do século XXI, ainda buscam por um padrão de beleza universal. Além disso, como imagens são alteradas desde a antiguidade, fato que causou a morte de milhões de pessoas que acreditavam no que viam. Logo, a exposição de corpos bonitos e magros, muitas vezes recheados de efeitos vísuais, levam as pessoas que não desfrutam de tal padrão, buscar um meio para chegar até ele. Por conseqüência, na maioria das vezes não conseguem atigir a meta desejada, e prejudicam diretamente sua saúde mental, com pensamentos negativos e sensação de insuficiência, sem se dar conta que vivem em uma constante ilusão de ótica.
Ademais, sua utilização de forma retrógrada, causa danos para sociedade em geral. Dados do IBGE, apontam que cerca de 80% dos cidadãos brasileiros têm acesso à internet, ou seja, grande parte da população está exposta diariamente à esse impasse. Sobretudo, a busca por curtidas e visualizações, principalmente no Instagram e Facebook, faz com que as pessoas procuram por aplicativos de estética e procedimentos desnecessários. Como resultado, a falta de expor o real, torna-se semelhante a pedra no caminho citada pelo modernista Carlos Drummond de Andrade, o que leva boa parte das pessoas leigas no assunto, crerem que a opinião alheia é mais impotante que seu bem estar.
Portanto, para que as pessoas consigam sair dessa bolha que os cercam, é preciso que esses obstáculos sejam vencidos. Para isso, é mister que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, em parceria com os estados brasileros e seus representantes, desenvolver um programa de valorização pessoal. Por meio de verbas governamentas, contratar profissionais capacitados - como pscicologos, para criar grupos de apoio dentre as principais redes sociais. Com intuito de promover lives sobre manipulação visual e bem estar, a partir de então, incentivar o desuso dos efeitos e filtros, deste modo priorizar a beleza natural e interna de cada um. Somente assim será possível diminuir os riscos à saúde mental, e ter certeza que ninguém será descepcionado ao ver a realidade por trás das telas, como acontecia com os alemães que não eram inclusos na chamada raça Ariana.