A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 09/01/2021

O documentário “O dilema das redes” traz uma análise das faces negativas dos meios sociais virtuais e dos males que o uso recorrente destes pode causar. Desse modo, as redes sociais, além de mostrarem uma visão idealizada da vida, o que pode causar sérios danos psicológicos, estão transformando as relações sociais em algo mais superficial.

Nesse viés, é necessário analisar que, atualmente, as redes sociais constituem grande parte da vida social de muitas pessoas e são como uma “vitrine” de suas vidas em que o usuário escolhe o que expor. Não existe muita exposição das partes negativas, mas sim das positivas, criando um ambiente em que todos tem a “vida dos sonhos”. Nesse mesmo viés, é válido reiterar que muitas pessoas, principalmente os jovens, acreditam nessa ilusão criada pelas redes e comparam suas vidas às expostas, o que pode gerar males psicológicos, como ansiedade e depressão.

Por conseguinte, é essencial identificar que as relações sociais sofreram e ainda sofrem significativas mudanças devido ao abuso das redes. Segundo uma pesquisa da GWI, o brasileiro gasta em média 225 minutos de seu dia online, onde acaba por vezes cultivando mais as relações virtuais que as reais. Como estudado pelo sociólogo Z. Bauman, as relações estão se tornando cada vez mais superficiais, as chamadas relações líquidas. Outrossim, cada vez mais todo mundo se conhece, mas vem se tornando mais raro uma relação real e profunda, gerando um sentimento de solidão.    Por todo exposto, é necessário considerar que a discussão acerca da psicologia das relações tecnológicas é essencial para a sociedade atual. Portanto, é dever das gigantes da tecnologia, como Facebook e Google, promoverem a conscientização do tempo gasto em suas plataformas e suas possíveis consequências, fortalecerem seus verificadores de idade para reduzir o número de jovens e disponibilizarem uma rede de profissionais da psicologia em seus apps, por meio de webferramentas de desenvolvimento, a fim de reduzir os possíveis danos mentais causados por estas tecnologias.