A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 09/01/2021
De acordo com o psicólogo americano Jonathan Haidt, nos EUA o uso excessivo das redes sociais tem refletido no aumento da depressão e da ansiedade. Globalmente, tal fato é causado, principalmente, pela utilização incorreta dos meios midiáticos, através da expansão de fotos editadas que almeja uma aparência imposta pelos padrões de beleza. Desse modo, é visível que o manuseio exagerado de aplicativos de edição de imagens e a negligência das chamadas Big Techs podem manipular seus usuários, acarretando em sérios danos à saúde mental.
A princípio, é importante destacar que a era tecnológica proporcionou grandes avanços, majoritariamente, nas esferas econômicas, porém essa ferramenta visa apenas o lucro, deixando as suas consequências de lado. Nesse contexto, no filme O Dilema das Redes é retratado, por profissionais e especialistas da área, como o mundo cibernético confisca os dados de seus clientes com o intuito de moldar a personalidade e o comportamento. Dessa forma, pode-se notar a forte influência das Big Techs, as maiores empresas de tecnologia, na vida pessoal de cada utilizador.
Ademais, vale ressaltar como as funções “filtro” e “photoshop” podem destruir milhares de vidas em apenas um clique. De acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, as relações sociais estão se tornando cada vez mais líquidas devido à vida virtual, pois conforme um indivíduo não segue os costumes estabelecidos por um determinado grupo, ele é automaticamente descartado dessa bolha social. De maneira análoga, na rede midiática, jovens utilizam editores de fotos para alterar suas características físicas, o que leva a uma gama de comparações entre eles, despertando a baixa autoestima, e consequentemente às chamadas doenças do século XXI: a depressão e a ansiedade.
Portanto, cabe às grandes empresas tecnológicas a adoção de políticas éticas, juntamente com a sociedade em seu interesse por direitos enquanto consumidor virtual, para amenizar os danos causados pelas redes de socialização na saúde psíquica dos utilizadores. Primeiramente, é de suma importância que ocorra restrições na disponibilização dos editores de imagem, anulando os “filtros” e permitindo apenas a função de alteração de cor da paisagem. Ademais, implementar nas diretrizes de privacidade, os motivos que levaram as grandes plataformas digitais a erradicar os modificadores de fotos, para que a comunidade tenha consciência de seus malefícios. Assim, a fim de refutar o pensamento de Haidt sobre a disfuncionalidade da era cibernética.