A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 12/01/2021
Na obra “1984” de George Orwell, o Partido, liderado pela figura oculta do Grande Irmão controla a população através do pensamento, com notícias e programas que implementam na mente de todos a ideia que O Partido deseja. Tal como O Partido da obra de ficção, a ditadura da beleza implementa através da mídia e das redes sociais padrões de beleza quase inálcançaveis as pessoas comuns, que trabalham, estudam e não tem tempo, dinheiro ou vontade para ter o corpo dentro dos padrões.
Os atenienses foram a primeira civilização a impor um padrão de beleza baseado no culto ao corpo e a traços específicos na formação da face. Podendo ser observado em seus registros históricos corpos malhados e com gordura corporal relativamente baixa, que demonstrava que esses indivíduos eram de uma classe social elevada, bem como traços retilíneos na mandíbula e proporções quadradas simétricas na face, que imitavam as as esculturas de deuses dessa cultura, como: Zeus, Dionísio e Apolo.
As redes sociais disponibilizam filtros que simulam proporções faciais análogas as gregas, com diferenças significativas nos impactos piscicológicos causados pelo padrão atual de beleza. Esses filtros imitam procedimentos estéticos caríssimos que perpetuam um estilo facial racista e misógeno que impõe nos seus usuários uma pressão para que se tornem como esses modelos de beleza, causando consequentemente um abatimento moral e complexo de inferioridade em quem tem seus próprios traços.
Outrossim para que não ocorra uma manipulação da sociedade como na distopia de Orwell cabe aos deputados propor projetos de lei que regulem o incentivo ao culto de padrões de beleza inalcançáveis e promovam peças de marketing sobre a aceitação do próprio corpo. Buscando assim uma sociedade justa, honesta e livre de preconceitos.