A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 12/01/2021
A busca pela beleza ideal é um processo antigo dentro da sociedade. Na idade média, para ser belo, era necessário ter um corpo mais avantajado, com altas medidas na circunferência, inclusive a abdominal, pois isso demonstrava fartura. Porém, com o passar dos anos, houveram alterações no padrão de beleza e os indivíduos com cinturas finas, magros e mulheres com quadril e seios fartos são os exemplos mais seguidos na sociedade atual.
Nos últimos anos, o aumento de recursos que visam trazer melhorias para o aspecto estético das pessoas fez com que as redes sociais também ficassem sendo escravas desses padrões. Segundo Mosseri, diretor da rede social Instagram, o aumento na criação de filtros estéticos aumentou consideravelmente desde o início da criação do story, provando que as pessoas andam muito preocupadas com a aparência e com o recorte de vida social que o Instagram consegue proporcionar. Conforme pesquisa realizada pelo Opinionbox, a maior parte dos acessos à rede social e aos filtros é constituída por mulheres, sendo estas as que possuem sua saúde mental mais afetada negativamente.
Os padrões de beleza impostos pela sociedade desqualifica qualquer outro estereótipo que não seja considerado esteticamente aceito, excluindo indivíduos que não seguem esse padrão e, em muitas situações, gerando preconceito. A obrigatoriedade em se sentir aceito podem desenvolver alterações psicológicas graves como baixa autoestima, depressão e ansiedade.
Considerando os aspectos supramencionados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter essa situação. O Estado, através do Ministério da Saúde, deve instituir cartilhas de orientação para o autocuidado na saúde mental, enfatizando o uso excessivo de rede sociais. Além disso, os profissionais da saúde que lidam prioritariamente com os aspectos mentais devem estar preparados para desenvolver atendimentos para esse público. Só assim, a saúde mental será cuidada.