A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 13/01/2021
As redes sociais são incríveis veículos de entretenimento, publicidade e notícias, colaboram para a constante comunicação entre pessoas com o apoio da internet. No entanto, apesar dos benefícios, esses aplicativos criam um padrão estético inalcançável, fazendo os consumidores usarem programas de manipulação da imagem e atuarem em função da irrealidade cibernética, além de fomentar preconceitos, causando severos danos à saúde mental dos usuários.
Primeiramente, no livro “Sociedade do espetáculo”, do filósofo e sociólogo Guy Debord, comenta sobre sua ideia de que as pessoas vivem suas vidas como se fosse uma performance, tentando aparentar o melhor de si e apresentar perfeição umas para as outras. De maneira análoga, a teoria do autor se comprova realidade a medida que, em busca de se provarem para seus seguidores e/ou telespectadores, os indivíduos utilizam frequentemente filtros e facetune -aplicativo que fornece a opção de modificação corporal em fotos-, para alcançar modelos estéticos determinados na rede social. Assim, criando um ciclo vicioso onde pessoas passam a acreditar que esses padrões constituem a realidade e vivem e se modificam para alcançar esse tipo utópico, suplantando a atividade individual por conta de uma imagem idealizada.
Ademais, a existência de padrões estéticos favorecem o crescimento do preconceito, pois, por estabelecer arquétipos de beleza, passam a valorizar apenas seletivas características físicas, como o corpo magro, pele sem manchas e olhos claros. Por conseguinte, apenas poucos sujeitos são representados em meio a uma grande circularidade de pessoas com culturas e aparências diferentes. Como também, são omitidas em publicidades e postagens que utilizam dessas referências. Em virtude disso, sem notabilidade, indivíduos criam inseguranças, acreditando não serem bonitos, e em alguns casos, são acometidos pela depressão, por não fazer parte do “comum”.
Portanto, medidas devem ser tomadas para solucionar esse problema. Cabe ao governo em parceria com as redes sociais e televisivas, por meio de verbas, criar propagandas usando profissionais capacitados -psicólogos e psiquiatras-, para a conscientização da valorização do corpo, e demonstrar os efeitos negativos dos aplicativos de manipulação da imagem, a partir de exemplos de pessoas que vivenciaram as consequências de sua utilização. Outrossim, criar consultas psicológicas grátis voltadas exclusivamente para sujeitos que sofrem com a estética do seu corpo. Para que assim, com essas soluções, as redes sociais tornem-se apenas veículos positivos para comunicação e divulgação saudável, sem estabelecer padrões.