A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 13/01/2021

A globalização trouxe várias mudanças positivas, uma delas foi o avanço tecnológico. Outrossim, a internet é utilizada como principal meio de comunicação, nesse âmbito, torna em maior proporção a circulação de notícias, fotos e vídeos. Com isso, nota-se que a manipulação de imagens nas redes sociais é decorrente de uma padronização imposta pela sociedade que causa muitos malefícios à saúde mental da população. Dessa forma, é necessária a exigência de mudanças dessa realidade por parte dos cidadãos.

A princípio, é importante destacar que a padronização imposta pela sociedade contemporânea, ocasiona obstáculos ao processo de prevenção à depressão entre os jovens brasileiros. Isso porque, com a era digital, criou-se uma “ditadura da beleza”, na qual impõe como deve ser o corpo e o rosto perfeitos através de filtros que os modificam e tudo que é oposto a esse ritual é repelido. Nesse cenário, segundo uma pesquisa realizada pelo site G1, a psicoterapeuta Karen Scavacini afirma que a geração jovem nasceu com a tecnologia e a busca pelo “like” em suas “selfies”, o qual é tão viciante quanto uma droga. Desse modo, essa realidade evidencia e ratifica o pensamento do sociólogo Émile Durkheim de que o fato social obriga o ser humano a se adaptar às regras sociais.

Além disso, vale ressaltar que a manipulação de imagem tem como intuito corrigir imperfeições para o prestigio social. Outrossim, ocorre a fetichização da estética transformando em mercadoria, sendo as redes sociais o seu meio de propagação. Nesse contexto, de acordo com o site Uol, diversas famosas nacionais e internacionais denunciaram revistas e agências por manipularem suas imagens para que se enquadrassem nos padrões de beleza impostos pela sociedade. Nesse sentido, essa prática enfatiza e confirma o pensamento do sociólogo Pierre Bourdieu, “Aquilo que foi criado para se tornar instrumento de democracia direta não deve ser convertida em mecanismo de opressão simbólica”, pois a influência midiática é o reflexo do pensamento coletivo.

É notável, portanto, que a manipulação de imagem nas redes sociais necessita ser amenizada para não causar mais malefícios à saúde mental da população. Logo, o Governo Federal deve desenvolver um projeto de fiscalização das redes sociais, por intermédio da retirada dos filtros que transformam o rosto e corpo, a fim de reduzir o alto índice de depressão por não ter “o corpo e o rosto perfeitos”. Ademais, o Ministério da Saúde, junto com as mídias, deve disponibilizar projetos, trabalhos, debates e campanhas publicitárias, por meio de profissionais especializados, para auxiliar e informar a população sobre os malefícios da manipulação de imagem. Dessa maneira, ocorrerá a diminuição da busca da beleza perfeita imposta pela sociedade e o decréscimo dos problemas relacionados à saúde mental.