A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 15/01/2021

No desenrolar do documentário “O dilema das redes”, é demonstrada a meneira que a divulgação de fotografias, que são modificadas para possuírem a aceitação dos internautas, pode afetar severamente a vida dos indivíduos. Analogamente, a ficção não diverge da contemporaneidade, tendo em conta a negativa manipulação de imagens existente nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental. Nesse sentido, esse fator, que precisa ser eminentemente combatido, provém não só da omissão do Estado, mas também da escassez de incentivo à educação.                                                                                                    A princípio, convém ressaltar a ausência de medidas governamentais que enfrentem a manipulação de fotografias nas redes online. Tal fato ocorre, pois, ainda que na Constituição Federal seja previsto o direito à liberdade, a existência de uma barreira sociocultural preconceituosa, a qual julga as pessoas por postarem fotos dos seus corpos como são, com a presença de estrias, celulites e curvas, impede que essa norma constitucional, na prática, seja devidamente evidenciada. Nesse âmbito, nota-se a quebra do Contrato Social, proposto pelo filósofo Thomas Hobbes, o qual afirma que é direito do Estado manter a ordem e assegurar o cumprimento das leis. Logo, é inaceitável que esse cenário continue presente hodiernamente, visto que, com imposição de um padrão corporal esguio determinado pela sociedade, as mulheres e os homens sentem medo de publicarem fotos sem serem julgados, perpetuando a divulgação de imagens que não condizem com a realidade.                                                                                                          Ademais, cabe avaliar a falta de uma educação que fomente a importância da autoestima. Tal feito acontece, porque, sem uma avaliação subjetiva positiva, inúmeras pessoas não divulgam fotos em plataformas digitais, como o “Instagram”, se elas não possuírem filtros, além de buscarem, na vida real, meios para se parecerem com as fotos editadas. Nesse sentido, é valido evidenciar que, consoante o filósofo Imannuel Kant, os problemas sociais advêm da falta de investimento na educação. Dessa forma, o desconhecimento da população a respeito da importância do amor próprio pode, por conseguinte, acarretar em nocivos problemas na saúde mental dos indivíduos, por exemplo, a anorexia nervosa, em virtude do desejo constante de parecer com os paradigmas retratados nas redes sociais.                                 Portanto, compete ao Ministério da Saúde - responsável pelos direitos nessa área - promover palestras, cujo tema, em detalhe, seria " todos juntos para combater a manipulação de imagens". Isso deve ser feito por meio das redes midiáticas do Governo Federal. Essa ação possui a finalidade de conscientizar a população a respeito dos problemas que são causados pela busca constante de um corpo análogo ao imposto pela sociedade, a fim de combater situações semelhantes ao demonstrado na cinematografia, citada anteriormente, “O dilema das redes”.