A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 18/01/2021

TEMA: O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira

(Sei que não condiz totalmente, mas foi o mais próximo que achei no site, então, por favor, corrija. Obrigada!)

Nas culturas tradicionais chinesa e japonesa, falar dos problemas pessoais e familiares com alguém que não seja próximo é tido como fraqueza e vergonhoso. No entanto, esse tabu, também, está presente no ocidente e é agravado pela sociedade patriarcal e pela tecnologia que fragiliza as relações humanas. Diante disso, essas questões que estigmatizam as doenças mentais se tornam passíveis de discussões.

Em primeira análise, os ideais machistas que serviram de base para a formação social é prejudicial aos homens quando o assunto é saúde psicológica. Nesse sentido, desde criança, a figura masculina é erroneamente educada para ser forte, não demonstrar sentimentos, não chorar e prover à família. Por conseguinte, características que contrariam essas determinações, muitas vezes, são lidas como fragilidades que podem levá-los à homossexualidade. A título de exemplo está a música sertaneja “Homem não chora” de Léo Magalhães que reforça todos esses estereótipos retrógrados. Desse modo, é imprescindível que essa mentalidade ultrapassada seja reparada.

Somado a isso, com a correria do dia-a-dia, o meio virtual se tornou o principal veículo de comunicação, mas isso não é neurologicamente saudável. Nesse viés, Freud, pioneiro na psicanálise, era um defensor ávido da cura pela fala. Sendo assim, conversar com alguém pessoalmente ou o simples fato de estar na presença da pessoa libera hormônios do bem-estar como ocitocina e serotonina, ambos essenciais para o equilíbrio das funções químicas do cérebro. Dessa forma, a ideia de que a internet substitui a presença física caracteriza um novo estigma prejudicial à saúde mental que deve ser barrado.

Portanto, fica evidente que os tabus estabelecidos quanto ao homem e ao contato humano carecem ser quebrados. Para que isso ocorra, cabe ao Ministério da Saúde contribuir para a minimização desses estigmas. Isso deve ser feito por meio da criação de campanha sobre doenças mentais. Além disso, elas devem conter dois vídeos de propaganda, um que possua influenciadores digitais e atores masculinos que ilustrarão a busca por ajuda psicológica por parte dos homens e outro que incentive a reunião das pessoas, seja em bares, restaurantes ou na terapia. Só assim, o estigma do homem inabalável e do suplemento afetivo tecnológico serão atenuados, diferente do que acontece no oriente.