A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 02/02/2021
Os avanços tecnológicos advindos da terceira revolução industrial proporcionaram o encurtamento das distâncias e, logo, um mundo globalizado, caracterizado pela otimização dos fluxos de informação, que provocaram inúmeros benefícios para a sociedade. No entanto, as redes sociais podem causar impactos negativos à saúde mental do usuário, considerando a facilidade de manipular imagens na internet. À vista disso, faz-se necessário analisar as causas e consequências desse impasse.
Nesse contexto, durante toda a história da humanidade, os padrôes existiram e sempre foram representados de alguma forma, como, por exemplo, a estatueta pré-histórica de Vênus de Willendorf, que retrata uma mulher com barriga e seios extremamente volumosos, características atribuídas à fertilidade. Atualmente, são as mídias sociais usadas para disseminar um padrão de beleza, o qual, em busca de aprovação, muitas pessoas, principalmente mulheres, pensam que só serão aceitas e felizes quando se encaixarem nesse padrão imposto. Logo, recorrem à ferramentas de edição de imagem com o intuito de padronizar a sua aparência nas redes sociais.
Ademais, de acordo com uma pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), em 2019, 41% dos jovens brasileiros experienciam tristeza, ansiedade e sintomas de depressão após passarem muitas horas nas redes sociais. Assim, evidencia-se que a publicação de imagens manipuladas na internet também afetam negativamente quem a visualiza, uma vez que o usuário estará exposto à um padrão de beleza irreal. Consequentemente, o usuário poderá desenvolver transtornos e complexos ligados à distorção de imagem e dificuldade de autoaceitação, como dismorfia corporal e baixa autoestima.
Sendo assim, urgem medidas para solucionar esse problema. O Ministério da Saúde deve ciar uma campanha com o intuito de sensibilizar a população sobres os malefícos à saúde mental causada pelo mal uso das redes sociais por meio de palestras em escolas e universidades. Além disso, as próprias redes sociais devem criar uma ferramenta que avisa o usuário se houve algum tipo de manipulação na foto publicada, com a finalidade de alertar a população sobre os padrões de beleza inalcançáveis disseminados nas mídias. Dessa forma, as redes sociais deixarão de ser prejudiciais à saúde mental.