A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 15/04/2021
É evidente a influência das redes sociais na vida dos indivíduos. Porém, a manipulação de imagem nas mídias onlines podem surtir efeitos negativos na saúde mental do consumidor do conteúdo oferecido. Dessa forma, há a primordialidade latente de traçar estratégias de enfrentamento a essa problemática.
Em primeiro plano, urge analisar a necessidade do ser humano de se enquadrar em um padrão. De acordo com piscóloga, Pamêla Catherine, faz parte da natureza do ser humano buscar por parâmetros para compreender e interpretar o mundo e, principalmente, para adentrar algum nicho social. Nesse contexto, propagandas publicitárias e influenciadores digitias aproveitam desse sentimento e maximizam o belo e o perfeito, vendendo seus produtos através da manipulação de imagem para que a busca seja incessante e inalcançável.
Consquentemente, muitos usuários das rede socias desenvolvem ansiedade, depressão e até mesmo anorexia e bulimia, devido a essa busca de padrão fora da realidade. Uma vez que a maioria dos conteúdos postados onlines sofrem algum tipo de edição e propagam a idealização dos “corpos perfeitos”. Em uma pesquisa da UFOP ( Universidade Federal de Ouro Preto) mostra que os mais afetados com os efeitos negativos na saúde mental devido as redes sociais são os jovens e as mulheres, visto que são os grupos da sociedade que mais são cobrados pela perfeição.
Evidencia-se, portanto, a necessidade de enfrentar esse óbice da sociedade hodierna e proteger a saúde mental dos cidadãos. Para isso, é substancial que as empresas publicitárias invistam mais vultosamente em propagandas virtuais de acordo com a realidade dos sujeitos, por meio da contratação de influenciadores digitais mais diversos e o não uso de edições que produzam modificações drásticas. Dessa forma, as publiciades serão realizadas de forma consciente evitando os maleficíos gerados a saúde mental em decorrência da manipulação de imagem.