A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 14/04/2021

De acordo com Padre Fábio de Melo, quem julga pela aparência nunca verá verdadeiramente o coração. Nesse contexto, na sociedade atual, através das redes sociais, os habitantes se iludem e criam uma imagem de si próprio que não existe, com a intenção de serem mais aceitos. Isso ocorre em virtude da necessidade de agradar os outros que está enraizada na sociedade brasileira, o que pode vir a causar e agravar muitos problemas em relação a saúde. Logo faz-se necessária análise dessa conjuntura, com objetivo de mitigar essa problemática.

Em primeira análise, vale destacar, que nos últimos anos, a questão do auto cuidado está mais presente na sociedade brasileira. Porém, ainda há muito a se evoluir, já que muitos indivíduos com medo de se tornar indelicado, deixam de si para satisfazer os outros sem medir as consequências. Ademais, isso também pode ser uma forma de se sentir aceito em um grupo, algo que a pessoa acredita que não conseguiria se agisse conforme a sua personalidade. Dessa maneira, essa necessidade de satisfazer o indivíduo alheio, faz com que haja utilização de recursos, como os efeitos presentes nas redes sociais, para que auxiliem a tornar o usuário algo diferente do que verdadeiramente é.

Outrossim, de acordo com Hipócrates, um homem saudável é aquele que possui um estado mental e físico em perfeito equilíbrio. No entanto, a atual situação das pessoas que utilizam as redes sociais acaba por não deixar ela saudável. Esse cenário ocorre, pois, pessoas com necessidade de agradar outras podem se tornar inseguras, depressivas, ansiosas, ter baixa autoestima e não terem condições de decidir por si, precisando sempre da opinião do outro. Além disso, essa necessidade de se tornar uma pessoa perfeita nas redes sociais, pode agravar problemas saúde de qualquer tipo, já que o estado mental influencia no corpo e vice versa.

Dessa forma, as consequências da manipulação da imagem nas redes sociais são variadas, visto que pode ser prejudicial para as emoções do indivíduo e torna algo que deveria ser prazeroso um peso. Depreende-se, portanto, que são necessárias mudanças para que haja uma redução desse revés. Para isso, é mister que a família - instituição presente em toda vida do indivíduo -  auxilie na formação de um pensamento mais individualista, por meio de diálogos e incentivos familiares e com o objetivo de fixar a ideia que o ato de agradar as pessoas deve ser espontâneo e não uma obrigação. Desse modo, torna-se possível a construção de uma sociedade que atenda corretamente ao artigo 6º da Constituição Federal de 1988.