A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 15/04/2021
É fato que doenças como depressão e a ansiedade estão cada vez mais presentes em nosso cotidiano. Tal acontecimento está sendo cada vez mais comum em jovens de até 24 anos, e a manipulação da imagem é um dos fatores para que isso aconteça. Esse cenário é decorrente tanto do sistema capitalista que prega uma padronização de beleza quando de aplicativos de redes socias que fazem o mesmo.
Aplicativos como, por exemplo, o Instagram, cujo intuito é o compartilhamento de informação e também de sua vida, tornam os jovens mais propícios a terem problemas com a saúde mental. As pessoas que compartilham seu dia a dia apresentam uma vida irreal, pois se mostram sempre felizes, o que pode gerar um sentimento contrário em quem assiste. Ademais, esses aplicativos apresentam filtros faciais em que você pode alterar sua aparência, e indiretamente colocam algo como ideal. Com isso, podem-se gerar problemas psíquicos em jovens que não se encaixam no que se é posto como essencial.
Ademais, o sistema governamental que busca somente a obtenção de lucro atua na manipulação da imagem provocando cada vez mais os problemas de saúde como a depressão. Este idealiza um padrão de beleza através da venda de produtos de embelezamento e remédios para o alteramento corporal. Portanto atua diretamente na presença de jovens com depressão por não se encaixarem no que é imposto pelo sistema.
Segundo o conceito de Sociedade Hiperconectada do filósofo Pierre Levy a mídia exerce papel fundamental na informação das pessoas. Portanto é importante que, através de propagandas periódicas fale sobre o assunto, explicando que não existe um padrão ideal com o intuito de diminuir os casos de problemas com a saúde mental. Outra medida a ser tomada seria os aplicativos retirar a opção do uso de filtros, por este ser um fator que faz os jovens serem coagidos a se encaixar no que é imposto. Com a tomada desses procedimentos casos de jovens com depressão e ansiedade se tornariam menos comuns.