A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 14/04/2021
O uso excessivo da tecnologia e das redes sociais pode gerar mudanças no comportamento, desencadear o aumento da ansiedade e levar à depressão. A exemplo do Instagram, podem afetar a construção das relações sociais, ressaltando a importância de criar vínculos afetivos de qualidade. O ser humano tem uma demanda de troca de intimidade e de reconhecimento com o outro. Essas relações têm início na família e amigos, mas têm se tornado cada vez mais virtuais. As crianças, por exemplo, estão usando celular e as redes sociais mais cedo, sem a noção do que é público ou privado, de como aquilo pode ser real ou fake.
A “vida perfeita”, compartilhada nas redes sociais, é fruto da busca pela aceitação pelo outro. Quanto mais likes e amigos, mais o usuário é popular e considerado influência para os demais. Grande parte do público do Instagram é composto por jovens, que espelham suas atitudes e comportamentos no que os “influenciadores digitais” apontam como sendo o melhor.Com a internet as pessoas podem se tornar protagonistas do seu Instagram, por exemplo. O que vemos hoje são crianças se identificando com elas mesmas, ou seja, com influencers mirins que trabalham com isso. É um advento da nossa modernidade que afeta emocionalmente a forma como elas se veem, ou mostra como podem estar dependentes dos likes e até da autoimagem, associando sua importância ao que o outro curte.
A tecnologia surgiu como meio de aproximar pessoas por sua rede de conexões rápidas e instantâneas. Mas, apesar dessa característica, o avanço tecnológico contribuiu para um isolamento social e crescimento de transtornos psicológicos. Quando o uso das redes sociais se torna excessivo, levando a uma preocupação diária, ocupando mais tempo que as obrigações e necessidades, é indício que elas podem desenvolver algum transtorno de ansiedade. Adolescentes que passam noites em claro vendo o perfil dos outros, se perguntando porque a vida do outro é melhor, perfeita, e a da gente não. Quanto mais insegura a pessoa é, mais ela capricha em sua própria idealização. É necessário que medidas sejam tomadas para reduzir os impactos negativos na saúde mental dos usuários. A mídia, em parceria com influenciadores digitais, deve promover uma campanha sobre o uso saudável desses aplicativos, por meio de comerciais e posts que mostrem a diferença entre as publicações e a realidade, para esclarecer que nem toda foto condiz com a vida real.